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Iniciativa Liberal alerta para fragilidade nos transportes para os estudantes de Medicina da UMinho

O partido reuniu com a Associação de Estudantes de Medicina da UMinho onde foi abordado que os transportes públicos são frequentemente insuficientes ou sobrelotados para os alunos.

© IL

A Iniciativa Liberal reuniu com a Associação de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (UMinho) onde debateu os desafios da mobilidade e as condições dos estágios curriculares.

“Os estudantes do curso de Medicina da Universidade do Minho realizam os seus estágios curriculares em Braga, Guimarães e Viana do Castelo. Existe uma rotatividade obrigatória entre estes três locais, justificada pela diversidade de especialidades oferecidas nas Unidades Locais de Saúde. Esta obrigatoriedade leva a situações de dupla deslocação: por exemplo, alguns estudantes alugam casa em Viana durante dois meses e, pouco depois, são obrigados a mudar-se para outro local. Os custos associados a estas deslocações são significativos, nomeadamente transportes, alojamento, alimentação, e os estudantes não recebem qualquer tipo de remuneração”, explicou o partido.

Para a Iniciativa Liberal, os transportes públicos “são frequentemente insuficientes ou sobrelotados”. “Um exemplo é a Cávado Mobilidade, que não consegue dar resposta à procura. Muitos estudantes são forçados a usar viatura própria, com custos acrescidos. A partilha de boleias é difícil, pois os estudantes podem estar em locais diferentes e mesmo quando no mesmo local, os horários não coincidem. Após os 23 anos, os estudantes perdem o direito ao passe sub23, agravando os custos de transporte e muitas vezes ainda é necessário andar 40 minutos a pé após a viagem”, referiu.

A Iniciativa Liberal reforça que a falta de bolsas de apoio é “uma queixa recorrente entre os estudantes”. “Os estágios ocorrem frequentemente em época de exames, criando sobrecarga e dificuldade na conciliação. O desgaste físico e emocional é elevado, especialmente em cursos como Enfermagem, que enfrenta problemas semelhantes. Já há registo de alunos que abandonaram os cursos, sobretudo de Enfermagem, devido a esta situação. Os estudantes estão a tentar estabelecer protocolos com hospitais privados, para facilitar a diversificação de locais de estágio, pretendendo também celebrar protocolos com as Comunidades Intermunicipais, no sentido de apresentar os problemas vividos e tentar soluções conjuntas, onde reivindicam uma subsidiariedade direta, como apoio à alimentação, transporte e alojamento. Os estudantes sugerem que os Períodos de Formação em Ambiente Não Académico sejam disponibilizados em mais localidades e efendem que o internato médico deveria ter reconhecimento oficial mais célere e estruturado”, sustenta.

Para o partido, a principal fragilidade identificada está no sistema de transportes, que “limita o acesso equitativo aos estágios e gera desigualdade de oportunidades”. “A falta de apoios financeiros e a sobrecarga durante períodos críticos do percurso académico agravam a situação, colocando em risco a continuidade e o bem-estar dos estudantes”, finalizou.

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