Hasta Pública da venda da antiga Fábrica Confiança acabou sem interessados
Segunda-feira , Setembro 21 2020 Periodicidade Diária nº 2581
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Hasta Pública da venda da antiga Fábrica Confiança acabou sem interessados

A Hasta Pública para a venda da antiga Fábrica Confiança, que se realizou na manhã desta sexta-feira, terminou sem qualquer licitação.

A Câmara Municipal de Braga vai voltar a agendar nova Hasta Pública, considerando que “não se encontram esgotadas as condições para concretizar esta alienação, no respeito pelo Caderno de Encargos devidamente aprovado pelos órgãos municipais”.

O Executivo Municipal vai voltar a realizar uma alteração ao Regulamento da Hasta Pública, tendente a estabelecer a apresentação de propostas por carta fechada por parte dos investidores interessados como método de concretização da venda da antiga Fábrica Confiança.

A apresentação de propostas será fixada até ao dia 10 de março e a abertura pública está agendada para o dia 11 de março, em ato a realizar em horário e local a designar.

Nos próximos dias, a Câmara Municipal de Braga vai também avançar com a contestação judicial da Providência Cautelar que visa o PIP aprovado para o local, mantendo “a inequívoca convicção de que a mesma terá idêntico desenlace às duas anteriormente interpostas no âmbito deste processo”. “É também convicção clara da maioria do Executivo Municipal que o projeto constante do PIP acautela de forma exemplar os fins há muito prosseguidos para este edifício e sua envolvente: a preservação da estrutura de uma fábrica centenária enquanto memória de um importante ativo industrial da cidade, a regeneração da zona envolvente e a articulação de tal espaço com o campus universitário próximo”, referiu o Município de Braga.

A recente aprovação de um Pedido de Informação Prévia (PIP) submetido pelo Município, reconheceu que “as funções aí propostas são particularmente adequadas, seja para salvaguarda dos espaços e das materialidades pré-existentes na fábrica, seja para complementaridade e reforço de uma nova centralidade naquela zona, acorrendo a uma necessidade premente de disponibilizar mais unidades de alojamento para o meio académico”.