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Guimarães recebe jornadas de investigação clínica e atividade científica

CM Guimarães

Mais de duas centenas de pessoas estão a participar nas primeiras Jornadas de Investigação Clínica e Atividade Científica, a decorrer esta terça e quarta-feira em Guimarães, com o objetivo de criar novos espaços de colaboração científica no processo assistencial aos pacientes.

O mentor da organização, Pedro Cunha, apontou esta iniciativa como “uma nova etapa em diferentes domínios na cooperação entre instituições de serviço público nacionais, através de uma plataforma de conhecimento alicerçada na troca de experiências com a perspetiva de aprofundar esse conhecimento. Este é um local de encontro de investigadores clínicos das diferentes disciplinas, diferentes tipologias de saúde, profissionais e académicos, com o objetivo único de criar novos espaços de colaboração científica”.

Pedro Cunha mencionou, na sessão de abertura, o apoio da Câmara Municipal de Guimarães ao proporcionar as “condições físicas e o apoio constante para projetar novas dimensões colaborativas, sem aliar o papel fundamental que o Município desempenhou e desempenha na pandemia que vivemos”.

Por sua vez, Domingos Bragança, presidente do Município de Guimarães, vincou que o tema da saúde “diz respeito a toda a comunidade” e manifestou a colaboração de Guimarães para a promoção de ações na área da investigação clínica, no âmbito de uma cooperação já enraizada com a Universidade do Minho e os Centros de Conhecimento instalados no território. “É importante estabelecer sinergias entre os Centros de Saúde, Cuidados Primários e Cuidados Hospitalares, para que de um modo articulado seja possível criar condições de bem-estar para os cidadãos. Guimarães é um território que está aberto a modelos colaborativos e de cooperação, com as Escolas, Universidade, Centros de Conhecimento, Hospital e desenvolver projetos de investigação e inovação”, disse o autarca.

O edil defendeu a necessidade de reforçar a rede hospitalar no sentido de garantir as melhores respostas com os recursos da região, em articulação com os ACES da região, com os Hospitais e Centros de Saúde. “Há ainda muito para fazer na coordenação entre os Centros de Saúde e a Rede Hospitalar. Existe vontade, mas é importante colocar na prática através dos meios tecnológicos disponíveis, com a necessária eficácia, reforçando a capacidade de colaboração e encontrar novas soluções que esta pandemia acabou por nos ensinar”, salientou.

Em representação da ARS-Norte, o diretor do ACES do Alto Ave, Novais de Carvalho, evidenciou que “esta é uma oportunidade única para a troca de impressões entre as várias especialidades” dado o momento em que várias entidades e organizações foram envolvidas para o debate e interligação de diferentes especialidades de saúde.

O presidente do Conselho Administração do Hospital de Guimarães, Henrique Capelas, apontou que “estas jornadas são importantes pelo seu grande impacto clínico e científico, com um duplo vetor na partilha do processo de investigação que é permitir um progressivo incremento na investigação científica aos níveis dos cuidados primários e cuidados hospitalares”.

A sessão de abertura destas jornadas contou ainda com as intervenções de Nuno Sousa (presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho), Teresa Machado Luciano (vice-presidente da AICIB – Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica); Emília Monteiro (coordenadora PTCRIN – Rede Portuguesa Infraestruturas para Investigação Clínica) e Frederico Abreu, ACES Ave/Famalicão.

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