
Guimarães participou na quinta edição da Conferência da Missão das 100 Cidades, um evento organizado pela Comissão Europeia e pela NetZeroCities, em Turim, entre os dias 27 e 29 de maio de 2026.
Ao longo de três dias, a comitiva vimaranense integrou debates estratégicos centrados na mobilização de financiamento climático, no reforço de parcerias multinível, na aceleração da implementação de projetos e na melhoria do conhecimento e análise de impacto no âmbito da missão.
O encontro, realizado no espaço OGR Torino, serviu como “uma plataforma fundamental para a aprendizagem entre pares e para a criação de condições que permitam uma mudança sistémica rumo à neutralidade climática”.
Hoje, Alberto Martins, vereador do Ambiente e da Ação Climática da Câmara Municipal de Guimarães, foi um dos convidados de destaque na sessão plenária intitulada “Do Plano ao Investimento: Cidades a Avançar na Implementação”. Este painel interativo selecionou um grupo restrito de Cidades Missão, incluindo Guimarães – atual Capital Verde Europeia –, que estão a realizar a transição crítica da fase de planeamento e projetos-piloto para a execução concreta de ações climáticas e para a mobilização efetiva de investimento.
Durante a sua intervenção, o vereador apresentou a estratégia do Cinturão Verde e Azul de Guimarães, um projeto ambicioso que prevê a criação de 61 quilómetros de ecovias ao longo dos rios Ave, Selho e Vizela. A apresentação foi seguida por um diálogo construtivo com especialistas do Capital Hub e parceiros financeiros de renome, como o Banco Europeu de Investimento e o Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento.
No que respeita aos detalhes técnicos da intervenção, Alberto Martins destacou que “o primeiro anel do projeto constitui a prioridade mais imediata do município, abrangendo uma extensão de 11 quilómetros e cerca de 735 hectares”. Esta fase atravessa sete freguesias e beneficiará diretamente aproximadamente 30% da população do concelho, representando um investimento estimado de 2,8 milhões de euros.
A infraestrutura estabelece uma ligação estratégica entre ativos verdes já consolidados, como a Rota da Biodiversidade da Penha, o Parque da Cidade, o Monte Latito e a Veiga de Creixomil, recorrendo à criação de novos corredores verdes, parques de proximidade e intervenções baseadas na natureza.
Posteriormente, o segundo e o terceiro anéis expandirão esta rede, conectando o centro urbano às freguesias envolventes através de galerias ripícolas e áreas florestais. Sublinhe-se a relevância desta Estratégia Verde Radial que reside na sua abordagem integrada, ao responder simultaneamente a múltiplos desafios urbanos e climáticos através da redução das ilhas de calor, do aumento da capacidade de absorção de água, da captura de carbono e do reforço da conectividade ecológica.
Nesse sentido, Alberto Martins sublinhou que “estes benefícios garantem uma melhoria significativa no acesso quotidiano à natureza para milhares de residentes e constroem uma paisagem urbana mais resiliente”.
“A nossa participação em Turim marca um momento decisivo na trajetória de Guimarães rumo à neutralidade carbónica, ao passarmos do planeamento estratégico para a fase de investimento e implementação no terreno. O projeto do Cinturão Verde e Azul, que apresentámos perante os principais decisores financeiros europeus, é a prova de que a ação climática pode e deve estar ligada à qualidade de vida dos cidadãos, regenerando o território e protegendo a nossa biodiversidade”, afirma Alberto Martins.
“Estamos a construir uma cidade cada vez mais sustentável, resiliente e preparada para os desafios do futuro, garantindo que a transição verde é uma oportunidade de desenvolvimento para todos os vimaranenses”, conclui.


