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Guimarães: Moradores de Gandarela denunciam poluição na unidade industrial

© Susana Pereira

Os moradores da Rua Aldeia Nova da freguesia de Gandarela, em Guimarães, denunciaram o “ruído, fumo e cheiro” provenientes de uma unidade industrial, localizada naquela zona residencial à Câmara Municipal.

De acordo com Susana Pereira, o pavilhão industrial localiza-se “a escassos metros de distância de algumas habitações, em plena comunhão com o campo desportivo do CCDC de Gandarela”.

Esta indústria é emissora de ruído, fumo e cheiro que tem vindo, desde 2019, a perturbar os moradores que denunciaram logo a situação. A passividade da Câmara Municipal de Guimarães tem sido desmesuradamente demonstrada pois, de alguma forma, terá autorizado a sua construção e além de eu ter consultado o processo nos arquivos da Autarquia, vim a constatar que a empresa ainda não tem licença de utilização mas está a laborar há 2 anos”, contou.

Susana Pereira referiu que a empresa fez alterações para evitar a emissão de ruído, mas que o barulho continua a perturbar os moradores. “O industrial fez algumas alterações à máquina emissora de ruído mas sem qualquer sucesso e os moradores continuam a ter que suportar com o ruído”, acrescentou. Além da perturbação com os moradores, Susana Pereira criticou a localização do campo desportivo ao lado desta unidade industrial, salientando que “os fumos causados pela empresa vem prejudicar a saúde de quem está a praticar desporto” naquele equipamento.

A Braga TV contactou a Câmara Municipal de Guimarães, que explicou que a empresa apresentou “um pedido de licenciamento para ampliação do edifício em agosto de 2018” e que foi “apresentado termo de responsabilidade de condicionamento acústico, onde se declara que a pretensão observa o regulamento geral de ruído”.

O Município de Guimarães afirmou que “recebeu as queixas dos moradores no mês de novembro de 2020” relacionadas com questões sonoras e respetivo incómodo causado e informou que “o pedido de autorização de utilização não recebe despacho para tramitação até que a queixa seja esclarecida e sanada” e, após as diligências da empresa mitigar o problema, “há a participação da munícipe a dizer que melhorou o problema mas não resolveu”. Paulo Pinto, da Câmara Municipal de Guimarães, esclareceu que “o proprietário disponibiliza-se a realizar mais alterações” e que “o serviço de fiscalização tem acompanhado a queixa e tem promovido o contacto entre as partes”, disse.

Paulo Pinto sublinhou que presentemente “existe um aditamento para regularização de obras não aprovado, um pedido de autorização de utilização pendente e mantém-se a queixa de que o problema ainda não está resolvido”. Quanto à empresa em questão, referiu que “o proprietário diz que dentro de dias estará implementada uma alteração para resolver o problema, pelo que se esperará pelo resultado em acordo com os queixosos”.

Ainda de acordo com o Município de Guimarães, as queixas de fumos e cheiros foram “encaminhadas para a CCDR-N, por ser a entidade competente para analisar o problema”.

© Susana Pereira / Uma habitação “antes e depois da implementação da unidade industrial”.

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