
Guimarães foi a cidade escolhida para o arranque do ano escutista de 2024-2025 do Corpo Nacional de Escutas, um evento que se realizou este sábado, no Multiusos de Guimarães.
A iniciativa contou com a presença de cerca de seis mil escuteiros dos agrupamentos dos vários núcleos que compõem a região de Braga do Corpo Nacional de Escutas. Estiveram presentes Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, e D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga, para além das chefias nacionais, regionais e locais.
Nas boas-vindas aos escuteiros, Domingos Bragança referiu ser “a alegria da juventude contagiante”, e lançou desafios aos milhares de escuteiros presentes. “Nesta cidade, fundadora de Portugal, que falar-vos de dois desafios em que os escuteiros podem fazer a diferença. A construção da Paz no Mundo e a Proteção da Natureza”, disse. Esta mesma mensagem foi mais tarde reiterada na cerimónia protocolar, onde o edil considerou o escutismo essencial para “laçar a sociedade”.
Para o presidente da Câmara, estes objetivos maiores só podem ser alcançados com um chão, que é a comunidade, local, regional e nacional. “O maior movimento da juventude é o dos escuteiros, e eles são decisivos para superarmos um momento existencial crítico da humanidade. Assistimos a um sofrimento horrível no Mundo, e, independentemente das causas, precisamos de soluções para nos entendermos à escala global”, frisou.
Para Domingos Bragança, “a indiferença é o maior inimigo do bem, e urge fazer transformações, interpretando o mundo, através do conhecimento”. “Temos que ter compaixão e colocarmo-nos no lugar do outro, apoiando os mais necessitados e esbatendo as hierarquias sociais”, disse. A esse propósito o presidente da Câmara apontou o exemplo do Padre Leonel Cunha, que “na paróquia de Nossa Senhora da Conceição faz um trabalho importante de coesão social, através da cultura”.
Invocando o ator e realizador Roberto Begnini, que diz que “mostrar gratidão com moderação é um sinal de mediocridade”, D. José Cordeiro começou por agradecer ao Município de Guimarães pela “receção e pelo apoio aos escuteiros, relevando as sinergias impulsionadoras da reunião de todos”. “Estas sinergias recordam que somos uns com os outros e uns para os outros. Cuidar do outro é sinal de humanidade”, sublinhou.
Para o Arcebispo de Braga, “Portugal é um oásis na Europa em termos de escutismo, num tempo que é crítico. Ser adulto na Fé e levar Jesus a todos é, segundo D. José Cordeiro, um processo que não deve trazer medo”. “Obrigado por tudo, que é tanto”, agradeceu.


