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Festival Semibreve começa esta quinta-feira com concerto no Bom Jesus de Braga

UCCLA

A 11ª edição do festival Semibreve realiza-se em Braga até domingo e apresenta sete estreias mundiais. A edição de 2021 decorrerá entre quinta-feira e domingo, e percorrerá vários locais da cidade com um programa múltiplo que incluirá concertos, instalações, performances duracionais, workshop, conversas e peças audiovisuais, promovendo sete estreias mundiais.

Depois de uma passagem pelo Mosteiro de Tibães em 2019, o festival regressa este ano à cidade e percorrerá Basílica do Bom Jesus de Braga, que receberá o concerto inaugural do festival, Capela Imaculada da Senhora da Conceição, Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho, Theatro Circo e gnration. Após uma décima edição, em que o festival foi forçado a adaptar-se às contingências da situação pandémica, apresentando um formato distinto no qual os habituais concertos deram lugar a encomendas de novas obras sonoras ou performances filmadas, e a proximidade física foi substituída pela distância do online, o programa deste ano transforma as dez edições que lhe antecederam em matéria temática, a partir da qual são apresentadas novas abordagens, trabalhos e colaborações por um leque de artistas que fazem parte do percurso do festival.

O Semibreve arrancará esta quinta-feira com um concerto na Basílica do Bom Jesus, Património da Humanidade da UNESCO desde 2019. CV & JAB, projeto que junta os norte-americanos Christina Vantzou e John Also Bennett, numa colaboração em estreia nacional. O concerto decorrerá às 21:30 e a entrada é livre. O programa de concertos para os dias seguintes apresentará encontros únicos, em estreia mundial, entre a harpista norte-americana Zeena Parkins e o multidisciplinar artista português André Gonçalves; a música da sueca Klara Lewis e da britânica Nik Void aliada ao universo visual do português Pedro Maia; o encontro em palco da norte-americana Laurel Halo e do britânico Oliver Coates após a colaboração no disco Raw Silk Uncut Wood de 2018; bem como o regresso do libanês Rabih Beaini para um espetáculo com as harpistas Angélica Salvi e Eleonor Picas. Em estreia absoluta no festival estará também Time Bridges, um trabalho que inaugura uma nova etapa do português Rafael Toral, bem como o coletivo norueguês Supersilent, composto por Helge Sten (Deathprod), Arve Henriksen e Ståle Storløkken. Estes concertos terão lugar no Theatro Circo, repartindo-se entre sexta, sábado e domingo.

O Semibreve apresentará ainda duas performances duracionais, especificamente concebidas para o festival. A compositora norte-americana Yvette Janine Jackson apresentará uma obra para eletrónica e violoncelo, que será interpretado ao vivo pela australiana Judith Hamann e decorrerá no Salão Medieval da Universidade do Minho; e a britânica Flora Yin-Wong apresentará uma peça eletrónica multicanal que será apresentada na Capela Imaculada do Seminário Menor.

Uma das novidades para a edição deste ano será ainda o foco sobre coletivos emergentes nacionais, destacando as editoras/coletivos artísticos Mera e Turva, que vão apresentar sessões de cariz audiovisual pensadas de raiz para o festival. Estas performances duracionais terão lugar no gnration, sábado e domingo. O gnration também receberá as instalações selecionadas do Edigma Semibreve Scholar, prémio que estimula a arte digital junto das instituições de ensino. Já o Theatro Circo receberá RADAR L/410A, do artista dinamarquês Christian Skjødt Hasselstrøm, vencedor do Edigma Semibreve Award 2021, e a instalação Éter, do coletivo Sonoscopia.

O festival apresentará ainda uma série de conversas focadas nos processos de criação associados ao programa deste ano, com Flora Yin-Wong, Yvette Janine Jackson, Judith Hamann, Rabih Beaini, Angélica Salvi, Rui Miguel Abreu e Heitor Alvelos. As conversas terão lugar no gnration.

O programa fica completo com a inclusão de performances únicas por Zeena Parkins, Rabih Beaini e Rafael Toral, filmadas na Galeria Duarte Sequeira em Braga, em parceria com o canal180, e que farão parte do programa online; e ainda um workshop de improvisação, conduzido pela harpista norte-americana Zeena Parkins, que decorrerá no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga e encontra-se já esgotado.

À exceção dos concertos que decorrem no Theatro Circo, todo o restante festival é gratuito.

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