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Festa das Camélias regressa a Celorico de Basto depois de dois anos de interregno

© CM Celorico de Basto

A maior Festa Internacional das Camélias do país está a ser preparada para “dar continuidade a quase duas décadas de valorização e promoção das camélias, um evento único, mobilizador de milhares de pessoas que afirmou Celorico de Basto como Capital das Camélias”. Estas são as palavras do presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, na conferência de imprensa, de apresentação do certame.

Para o autarca, “as pessoas estão sedentas para retomar a normalidade, e apesar dos condicionalismos e restrições que a situação pandémica ainda obriga, estamos preparados para um vasto conjunto de atividades, atrativas para o turismo e dinamizadoras da economia local, nos setores da hotelaria, restauração e animação turística”.

Reconhecendo as dificuldades de dinamizar o território na época baixa, José Peixoto Lima observa que “estamos a fazer todos os esforços para combater a sazonalidade, o setor do turismo é um setor muito forte e não o pode ser apenas nos meses quentes de Verão. Cientes desse problema da sazonalidade, estamos orientados para desenvolver atividades, criar espólio, encontrar meios e formas para que este concelho possa ter épocas altas dentro da época baixa, atraindo turistas ao longo de todo o ano”.

O edil olha para Celorico de Basto como “um jardim de Camélias”. “Não há casa senhorial ou habitação sem um jardim de camélias, contrariamente ao que acontece nos Jardins do Porto, os jardins de Basto são autênticas esculturas verdes, desenvolvidas por anos de intensa atividade de topiária, o que dá aos nossos jardins um aspeto nobre e glamoroso. Ao mesmo tempo, não podemos esquecer o valor económico deste património cultural. Estamos a desenvolver valor, queremos deixar de importar camélias e queremos começar a exportar, vamos desenvolver um laboratório vivo de Camélias num protocolo com a Universidade de Trás–os–Montes e Alto Douro que colaborará com conhecimento cientifico e a Cooperativa Árvore que terá a seu cargo a componente artística”, acrescentou.

O autarca observou ainda que “além do programação inerente à Festa das Camélias iremos realizar uma multiplicidade de atividades paralelas como os Trilhos do Viso e outras ações que enriquecem a vida dos celoricenses e dos muitos visitantes que esperamos durante o mês de março”.

No mesmo sentido, Maria José Marinho, vereadora da Cultura do Município, disse que esta iniciativa “é uma festa que tem como particularidade a envolvência de toda a comunidade, desde escolar, associações, ipss, entidades, tornando-se por isso, particularmente única”. “Temos também de reportar que vamos apresentar uma linha de vestuário de Município, inserida na Festa das Camélias, no âmbito do desfile de Moda da rainha, princesas e princesa real, mostrando a versatilidade das camélias e o seu potencial económico”, disse.

A vereadora observou ainda que em 2019, no âmbito das comemorações dos 500 anos do Foral, a comunidade escolar desenvolveu em diferentes estruturas os brasões do concelho. “Os mesmos estarão patentes, durante todo o mês de março, na Praça Albino Alves Pereira”, frisou.

Foram apresentadas múltiplas razões para que, de forma contida e faseada, a Capital das Camélias volte a receber a Festas Internacional das Camélias com o glamour e a grandeza de outros tempos.

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