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Famalicão foi o 8º Município do país que mais investiu para combater a pandemia

CM Famalicão

Com quase três milhões de euros, Vila Nova de Famalicão foi o segundo Município da região Norte e o oitavo do país que, entre março e setembro de 2020, mais investiu em ações de combate e prevenção à Covid-19.

Os números constam no relatório “Impacto das medidas adotadas no âmbito da Covid-19 nas entidades da Administração Local do Continente” apresentado pelo Tribunal de Contas, em que procedeu à analise “do regime excecional de contratação pública, de autorização da despesa e das medidas para promover e garantir a capacidade de resposta das autarquias locais no âmbito da pandemia”, bem como à análise dos “dados da despesa relacionada com a Covid-19 reportados pelas Autarquias locais”.

Na região Norte, Vila Nova de Famalicão é superado pelo Município de Vila Nova de Gaia. A lista é liderada pelos concelhos de Cascais e Lisboa.

De acordo com o estudo, as Autarquias locais gastaram mais de 166 milhões de euros em despesas relacionadas com o combate à pandemia.

Entre a despesa comunicada pelo Município famalicense está a aquisição de equipamentos de proteção individual; os custos assumidos com a realização de testes à população, nomeadamente aos funcionários e ao universo de residentes em lares de idosos, unidades de cuidados continuados e lares residenciais de apoio à deficiência; a aquisição de computadores e outros materiais informáticos para permitir o ensino à distância, entre outros.

Os gastos da Autarquia chegaram também às famílias famalicenses através das transferências correntes. Em abril do ano passado, a Autarquia decidiu reforçar a área social no orçamento do Município com uma verba de cerca de dois milhões de euros para garantir as respostas necessárias à previsível crise social e económica.

Entre os diversos apoios às famílias anunciados em março, no âmbito do Plano de Reação à Situação Epidémica e de Intervenção Social e Económica Covid-19, estão por exemplo a comparticipação extraordinária das rendas com a habitação, a abertura de um período excecional de candidaturas para obtenção de bolsas de estudo, a redução da fatura da água para todos os famalicenses, entre outras.

Para Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, os dados revelados pelo relatório do Tribunal de Contas “revelam bem o esforço que a autarquia famalicense tem feito no atual contexto em que vivemos”.

“Os apoios que até agora foram lançados em Famalicão continuam à disposição de todos os famalicenses. Vamos estar sempre atentos e continuar a fazer o que for preciso para estarmos à altura das circunstâncias particularmente difíceis em que vivemos”, referiu o autarxa, apelando aos famalicenses para que “vejam na Câmara Municipal um parceiro e um agente institucional disponível e comprometido com a comunidade”.

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