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Fafe prevê plantar 50 mil árvores autóctones até 2025

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A propósito do Dia Mundial do Ambiente, assinalado a 5 de junho, o Município apresenta o projeto “Florestar Fafe”, que tem como propósito a plantação, pela Autarquia, de 50.000 árvores autóctones, durante o mandato 2021/2025.

Esta iniciativa contará com o apoio da Lions Club de Fafe e da Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto.

A iniciativa será igualmente aberta à participação de empresas, sendo que a cada uma das entidades que venham a contribuir para este projeto de reflorestação será emitido um certificado, com identificação do ano da plantação, da quantidade de árvores plantadas e da quantidade de COsequestrado por ano. Ainda neste seguimento, toda a comunidade escolar será envolvida nos vários momentos de “Florestar Fafe”, desde a preparação do terreno, plantação, ações de manutenção e limpeza e ações de educação para a sustentabilidade.

Raúl Cunha, vereador do Pelouro do Ambiente, destaca alguns dos efeitos da plantação de um tão elevado número de árvores no concelho. “Ao longo das últimas décadas, o nosso território, tal como tantos outros com as mesmas caraterísticas, sofreram os efeitos de uma floresta não gerida, da desestruturação e abandono do mundo rural, e de um regime de propriedade privada de minifúndio, pelo que está na hora de contrariar esta situação. Além disso, a autarquia irá proceder ao levantamento georreferenciado das suas propriedades, para os registar no âmbito do Balcão Único do Prédio, e aproveitará esse facto para definir os locais de plantação”, disse.

“Deve ser relembrado que as florestas em desenvolvimento permitem o sequestro natural de 150 a 200 toneladas de carbono por ano, e por hectare, contrariando assim o aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, uma das principais causas das alterações climáticas. A par disso, todos os cenários projetados a médio prazo para a Península Ibérica, no contexto das alterações climáticas, preveem uma diminuição da precipitação e um aumento das ondas de calor, o que eleva de forma exponencial o risco de incêndio”, acrescentou.

Em conclusão, o vereador afirma que “os bosques formados por folhosas autóctones mantêm no seu interior um microclima mais fresco e húmido nos meses de Verão, pelo que não ardem com tanta facilidade e oferecem resistência à propagação dos incêndios. Posto isto, só consigo apontar vantagens e benefícios e, nesse sentido, avançaremos com este projeto”.

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