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Eventos-teste em Braga serviram de modelo para novo formato de espetáculos

CM Braga

A cidade de Braga recebeu os primeiros eventos-piloto da cultura em contexto de pandemia com dois espetáculos de Fernando Rocha e Pedro Abrunhosa.

Com os espetáulos esgotados e equipas, artistas e público testados, foram cerca de 1000 os testes de despiste à Covid-19 realizados pela Cruz Vermelha Portuguesa em dois dias no Altice Forum Braga, no âmbito dos espetáculos piloto promovidos pela Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE), em parceria com o Município de Braga, InvestBraga e Cruz Vermelha Portuguesa.

Sem nenhum caso de Covid-19 registado, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e presidente da InvestBraga, destacou que estes concertos foram “um bom ensaio para o futuro do setor, em particular no que diz respeito à área dos congressos, das feiras, dos espetáculos e dos eventos, abrindo um conjunto de possibilidades para a atividade”.

Já Álvaro Covões, dirigente da APEFE, sublinhou “a importância da sociedade civil no desenvolvimento destes eventos, tendo contado com o contributo de empresas, artistas e autarquias locais”. O dirigente da APEFE acrescentou que “do trabalho desenvolvido nestes dois concertos sairá um relatório para que a Direção-Geral da Saúde possa viabilizar a existência de espetáculos de esta e de outras dimensões, tão importantes para os profissionais que trabalham na área da cultura”.

Os números dos espetáculos

Com duas tipologias distintas de espetáculos, os dois eventos piloto permitiram acomodar 800 espetadores, 400 sentados e com dois metros de distância entre si, logo na quinta-feira, e 400 a pé, divididos por quatro áreas com 500 metros quadrados. “Conseguimos, com estas plateias, mostrar que a cultura é segura, tendo criado áreas que permitiram um distanciamento real entre o público e que servirão de referência para o futuro, havendo sempre espaço para se reorganizarem e permitirem a acomodação de mais espectadores nos recintos. Aliás, estes dois testes serviram para isso mesmo, perceber como organizar o público e como operacionalizar uma dinâmica que envolva a testagem em massa de espectadores e das equipas ligadas à organização. No primeiro dia, tivemos ligeiros atrasos na realização dos testes, que foram corrigidos na sexta-feira ao aumentarmos o número de equipas de testagem”, refere Carlos Silva, administrador executivo da InvestBraga.

Ao todo, foram envolvidos na organização dos espetáculos mais de 100 profissionais ligados à indústria dos eventos, incluindo os artistas responsáveis por fazer Braga rir e dançar.

Aprovados pelos Ministérios da Cultura e da Saúde, e desenvolvidos em articulação com a Direção-Geral da Saúde, estes dois eventos permitiram definir novas orientações técnicas para a realização de espetáculos e festivais.

Recorde-se que quinta-feira, 29 de abril, coube a Fernando Rocha, João Seabra e Pedro Neves estrear este modelo de espetáculos, em plateia sentada. Já Pedro Abrunhosa, responsável pelo segundo evento piloto, colocou o público a dançar, naquele que foi o primeiro evento com plateia em pé ao ar livre, realizado em Portugal desde o início da pandemia.

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