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Esposende traça “balanço positivo” na ação para auxiliar insetos polinizadores

Medida implementada pelo segundo ano consecutivo.

© CM Esposende

A Câmara de Esposende afirmou como “positivo” o balanço do período de implementação de incentivo aos polinizadores que o Município e a empresa municipal Esposende Ambiente implementaram, pelo segundo ano consecutivo.

A medida passa por, durante a estação da primavera, preservar espaços públicos do concelho, tanto na cidade como nas freguesias, com prado florido por cortar, no sentido de aumentar a área de alimentação disponível para os insetos polinizadores.

“A medida tem sido bem acolhida pela população, que vai mostrando mais condescendência e uma maior tolerância à coexistência com a biodiversidade, reflexo também da estratégia de sensibilização que tem vindo a ser promovida conjuntamente pelo Município e Esposende Ambiente. Regista-se, portanto, uma reação positiva à promoção de prados floridos, que, à questão estética, tem associado o benefício de auxiliar os polinizadores. Neste contexto, há, pois, intenção de manter e, eventualmente, alargar o alcance desta medida, no futuro”, refere a Autarquia.

Em Portugal existem mais de 1000 espécies de insetos polinizadores, entre abelhas, abelhões, vespas, borboletas, escaravelhos entre outros. Os polinizadores incluem animais de grupos diversos, embora a grande maioria pertença ao grupo dos insetos, sendo essenciais na cadeia alimentar, já que são polinizadores de culturas e flores silvestres, controladores de pragas e servem de alimento a outros animais (incluindo aves, morcegos, peixes, anfíbios e répteis). Cerca de 80% das plantas cultivadas depende da polinização natural realizada por estas espécies, as quais se encontram ameaçadas pela perda do seu habitat, principalmente devido à agricultura intensiva (e consequente intensificação no uso de agroquímicos), às espécies exóticas invasoras e às alterações climáticas.

“De notar que a existência de polinizadores é condição necessária para a existência de espaços verdes e ecossistemas urbanos saudáveis e resilientes, podendo as zonas urbanas constituir um refúgio importante para muitos polinizadores, fornecendo locais de alimentação e reprodução”, finalizou a Autarquia.

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