
Com a subida das temperaturas e o início da utilização de piscinas, praias e espaços aquáticos, especialistas alertam para o afogamento infantil.
Em Portugal, trata-se de uma das principais causas de morte acidental em crianças e, ao contrário do que muitos pais imaginam, “pode acontecer em poucos segundos e sem qualquer alarme”.
“Ao contrário da ideia comum, o afogamento não é um momento visível ou barulhento. Na maioria dos casos, ocorre de forma silenciosa, rápida e sem tempo de reação. A primavera e o início do verão são períodos críticos, com famílias a passarem mais tempo junto à água, a reabrirem piscinas e a planearem férias. Os acidentes acontecem em segundos e muitas vezes quando há vários adultos por perto. O problema é que todos assumem que alguém está a vigiar — e esse é um dos maiores erros”, alerta Raquel Urbano.
“Temos de mudar a forma como olhamos para este tema. A prevenção não é opcional — é essencial”, acrescenta.
Especialistas reforçam que a segurança infantil na água deve assentar na vigilância ativa e permanente; no controlo de acessos a piscinas; na eliminação de distrações, como telemóveis; e na preparação para situações de emergência.
“Não existe uma única solução. A segurança resulta de várias camadas. E quando todas falham, a capacidade da própria criança pode fazer a diferença” reforça Raquel Urbano.


