
Foi criada uma “task force” com o objetivo de pressionar os municípios de Amares e da Póvoa de Lanhoso, bem como o Governo, a adotar medidas perante as alegadas descargas poluentes denunciadas nas zonas de Águas Santas e Vilar, junto ao rio Cávado.
Segundo a informação divulgada pelo grupo Amares e a sua Pegada Ecológica, as alegadas descargas têm vindo a ser denunciadas por moradores através das redes sociais e junto de diversas entidades, devido aos potenciais impactos ambientais e para a saúde pública.
O coletivo refere ainda que o movimento ambientalista Climáximo foi informado sobre a situação, considerada pelos promotores da iniciativa como merecedora de uma resposta urgente das entidades competentes.
A criação da estrutura surge na sequência da intervenção do vereador do PS na Câmara Municipal de Amares, Pedro Costa, que abordou o tema na reunião do executivo realizada a 23 de julho. Segundo a mesma fonte, aguarda-se agora a publicação da ata da reunião para que o respetivo conteúdo possa ser remetido às entidades competentes.
A “task force” é coordenada pelo professor e ativista ambiental Carlos Manuel Dobreira, contando com o apoio de movimentos ambientalistas e climáticos. Integram igualmente o grupo um autarca do concelho de Braga, dois moradores do concelho de Amares e um conjunto de cidadãos da Póvoa de Lanhoso.
De acordo com os promotores da iniciativa, está também a ser preparada, para a próxima semana, uma visita ao local com os vereadores da oposição da Câmara Municipal de Amares, estando igualmente a ser diligenciada a presença de órgãos de comunicação social.
As alegadas descargas no rio Cávado levantam preocupações quanto à segurança dos banhistas, devido ao potencial risco de contaminação da água e aos possíveis impactos na saúde pública.


