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Comboios de bicicleta para a escola vão chegar a Braga

© CicloExpresso

A Câmara de Braga vai dar início ao “CicloExpresso“, projeto de mobilidade escolar. Esta iniciativa, que organiza comboios de bicicleta para a escola, está a preparar o arranque em três escolas da cidade, colocando a mobilidade sustentável e a educação ambiental no dia a dia das crianças em idade escolar. Para a implementação desta iniciativa, o Município contratou a Cooperativa Bicicultura, que conta com o apoio do Fundo +PLUS, um Programa de Investimento para o Impacto, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Para a Autarquia, “este projeto está perfeitamente alinhado com a estratégia municipal de promoção da mobilidade urbana sustentável e de articulação deste desígnio na lógica da mobilidade escolar. O Município tem presente o foco atual do planeamento da mobilidade a nível internacional, cada vez mais premente, que assenta na inversão da pirâmide modal, ou seja, na promoção da preferência de modos suaves para as deslocações diárias em detrimento do automóvel. Assim, pretendem atingir-se metas de descarbonização, que são inevitáveis no cenário mundial atual. É importante ter em mente que a cidade de Braga apresenta algumas especificidades que lhe conferem vantagens na aposta na mobilidade suave, tais como, o facto de a grande maioria das escolas estarem inseridas em zonas de densidade populacional relevante e próximo de serviços e equipamentos, facilitando as deslocações através de modos suaves; o facto de ser uma cidade relativamente jovem e, no que se refere à topografia, a mesma também favorece o uso dos modos suaves”.

Este projeto vinca sinergias com outros projetos já implementados no Município em articulação com a comunidade escolar, destacando-se o projeto SchoolBus (autocarros dedicados ao transporte escolar), iniciativas de peddyBus (deslocações pedonais para a escola), campanhas de sensibilização nas escolas, ações de formação e capacitação das crianças na aprendizagem a andarem de bicicleta e os investimentos em curso em infra-estrutura ciclável e medidas de acalmia de tráfego que permitirão, em breve, “a constituição de uma rede segura e confortável para este modo”.

Este projeto, conferindo uma oportunidade de deslocação alternativa para as crianças das escolas-piloto, surge como “um prenúncio de um futuro mais sustentável preparando as crianças para a importância da alteração de práticas de mobilidade”.

Tal como um “comboio” regular, um CicloExpresso tem um percurso e horário definidos e qualquer criança pode ir nele até à escola na sua bicicleta de forma segura, optando, assim, por um modo mais sustentável, saudável e divertido de fazer o percurso diário. Ao mesmo tempo, os CicloExpressos capacitam as crianças para conhecerem o ambiente à sua volta, estimulando a autonomia individual e as capacidades motoras e sensoriais.

As inscrições já estão a decorrer para envolver a comunidade escolar, pais, professores e crianças nos percursos e gestão das linhas de comboio para a escola. Este projeto abarca para já três escolas: EB Nº 2 Lamaçães, EB 2/3 Lamaçães e EB André Soares. Dependendo do sucesso alcançado, a intenção é expandir o CicloExpresso para as restantes escolas da cidade.

As inscrições para participar no projeto podem ser feitas aqui.

Com a criação dos comboios de bicicletas de Braga, as crianças que frequentam estas escolas vão ter a oportunidade de fazer o percurso casa-escola usando a bicicleta como modo de deslocação, o que lhes permite ganhar uma série de competências a nível individual, mas também ao nível da participação de grupo e conhecimento da comunidade em que vivem.

Segundo Olga Pereira, vereadora da Mobilidade da Câmara Municipal de Braga, para as escolas e para os pais e encarregados de educação, “esta é uma excelente oportunidade para oferecerem aos seus alunos e filhos uma alternativa de mobilidade mais sustentável e saudável, criando as bases para futuros adultos ambientalmente conscientes e fisicamente ativos”.

O projeto CicloExpresso nasceu em Lisboa e hoje é um programa de mobilidade escolar promovido pela Câmara Municipal de Lisboa.  Com grande dinamismo e crescimento desde a sua implementação, o CicloExpresso tem vindo a expandir-se para o Norte do país.

Para Luís Vieira, responsável pela gestão dos comboios de bicicleta operados pela Bicicultura, a criação do CicloExpresso de Braga “é uma aposta inequívoca que a cidade está a fazer pelo futuro das crianças e da sua mobilidade autónoma e sustentável. São elas que irão desempenhar um papel fundamental na adoção da bicicleta enquanto meio de transporte e este projeto dá-lhes as ferramentas necessárias para começarem já hoje, de forma segura e divertida”.

O Fundo +PLUS é um Programa de Investimento para o Impacto, que se propõe a distribuir 500 mil euros/ano para testar novas ideias com potencial de impacto social e ambiental, em alinhamento com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030 e para apoiar o desenvolvimento de organizações sustentáveis com ideias inovadoras e resultados comprovados.

A Bicicultura, uma cooperativa sem fins lucrativos fundada em 2019, é um centro de promoção, desenvolvimento e inovação para a mobilidade ativa. Tem-se dedicado a fomentar, através de intervenções socioculturais e outras, o uso da bicicleta para transporte, trabalho, lazer e terapia, em todos os segmentos da população, para o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento sustentável. Além dos Comboios de Bicicletas, dinamiza projetos como a Ignição a Pedal – Negócios com Pedalada, para apoiar a criação de negócios próprios, e a sParqs, que se foca na adaptação do espaço público para proporcionar mais oportunidades de fruição para as pessoas, por exemplo reconvertendo lugares de estacionamento para automóveis em parklets com mobiliário urbano agradáveis e com elementos verdes.

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