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Colégio Luso-Internacional de Braga contesta proibição de ensino online

Colégio Luso-Internacional de Braga

O Colégio Luso-Internacional de Braga fecha hoje as suas salas de aula ao ensino presencial, na sequência da diretiva governamental para o encerramento das escolas.

Os alunos continuaram, no entanto, desde a manhã no dia de hoje, com contacto livre com os seus professores para qualquer aprendizagem online. “Enquanto escola internacional, o CLIB tem um calendário internacional para cumprir baseado no momento dos exames e as aprendizagens dos seus alunos não vão ser comprometidas”, afirma Helena Pina Vaz, diretora do colégio.

O CLIB lamenta o fecho tardio das escolas. “Repudiamos a solução encontrada que, se não fosse absurda, primava por ser original”, diz Helena Pina-Vaz. “Não entendemos como pode o governo entender proibir o ensino online, dado que estas medidas são para proteção da saúde pública e aulas online não a põe em risco. Como pode alguém ter a veleidade de pretender controlar quem está de férias, ou em final de dia, ou no fim de semana e pretende aprender e alguém que está generosamente disposto para ajudar a fazer acontecer a aprendizagem?”, questiona.

A direção do Colégio Luso-Internacional de Braga afirma o seu espanto com as declarações do ministro Tiago Brandão Rodrigues quando disse que “esta interrupção letiva é para todos” e considera inaceitável a sua sugestão de que o ensino privado está a “espreitar sempre a exceção, o que tem causado tantos problemas em termos sociais”.

“É inconstitucional impedir de ensinar e impedir de aprender, contraria um direito fundamental”, defende Helena Pina-Vaz. “Os professores estão todos mais do que aptos, no público e no privado, para aulas online e, por isso, hoje, também se poderiam ter adaptado todos. O CLIB considera inaceitável que o governo esteja a tentar impedir a atividade”, reforça.

Diz ainda Helena Pina-Vaz que “não alinhamos em desvarios, nem iremos controlar o que os alunos farão em sessões online com os seus professores. Desejamos que sejam muito produtivas academicamente, assim como bem potenciadoras de crescimento pessoal, pelo bom equilíbrio dos alunos neste momento tão difícil das suas jovens vidas”.

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