
O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, visitou o Centro Clínico Académico (2CA-Braga), uma estrutura de referência na investigação clínica em seres humanos.
Constituído como uma parceria sem fins lucrativos entre a Universidade do Minho, a Unidade Local de Saúde de Braga e o Hospital CUF Porto, o 2CA-Braga destaca-se pela articulação entre investigação científica e prática clínica, criando condições privilegiadas para o desenvolvimento de estudos em diferentes áreas da saúde.
No decurso da visita, João Rodrigues sublinhou “a importância de acompanhar de perto este tipo de iniciativas”, considerando que “é muito importante estarmos próximos destes projetos e perceber o trabalho que está a ser desenvolvido”, destacando que Braga “afirma-se cada vez mais como um território de inovação na área da saúde, crescimento que é visível na criação de estruturas como o BioMedTech Hub”.
O autarca reforçou ainda o papel que o Município deve assumir neste contexto, defendendo que “a Câmara Municipal deve ser também um agente facilitador, capaz de ligar instituições, promover redes de cooperação e potenciar oportunidades”, numa visita que contou também com a presença de Luís Rodrigues, Administrador Executivo da InvestBraga.
A atividade do centro incide sobretudo nas áreas da oncologia e da neurologia, registando um crescimento consistente ao longo dos últimos anos. Em paralelo, está a ser reforçada a aposta nos cuidados de saúde primários, com ligação aos centros de saúde, permitindo aproximar a investigação das comunidades e alargar o acesso a ensaios clínicos.
Sublinhando a ambição para o futuro do território, João Rodrigues referiu também que Braga “pode afirmar-se como um verdadeiro laboratório vivo”, onde o conhecimento produzido se transforma em valor para as pessoas, para as instituições e para a Economia, contribuindo para melhorar políticas públicas e gerar impacto em várias áreas.
O presidente da Câmara deixou ainda uma mensagem de compromisso, assegurando que o Município está disponível para “reforçar estas ligações”, num território que “tem um enorme potencial para continuar a crescer, inovar e afirmar-se a nível nacional e internacional”, não apenas pela capacidade científica instalada, mas também pela possibilidade de acelerar a transferência de conhecimento, a validação de novas tecnologias e a atração de investimento qualificado.


