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CDS reivindica reforço do policiamento no concelho de Braga

Polícia Municipal de Braga

O CDS veio reivindicar o policiamento no concelho de Braga para salvaguardar a segurança pública durante a pandemia da Covid-19.

De acordo com Altino Bessa, presidente da concelhia do CDS, “o confinamento é uma medida necessária, mas que pode provocar alguma insegurança para quem circula nas ruas e, particularmente, para quem trabalha no setor comercial”.

Na ótica do centrista, “esta fase extraordinária assola fundamentalmente os setores da saúde, economia, ação social, cultura e educação. Todavia, um dos setores de que não te sem falado, mas que está incluído neste rol é a segurança pública. Com a redução de circulação nas ruas, a inconstância aumentou substancialmente. Dada esta realidade, mostra-se premente um aumento de patrulhas nas ruas”.

Altino Bessa alude que “lojistas, pessoas que não se encontram em teletrabalho e circulam diariamente nas ruas ou moradores, sentem-se inseguros e preocupados com o aumento de assaltos. Além dos assaltos na via pública, a insegurança em algumas zonas habitacionais também se faz sentir. Se fizermos uma experiência e, nas últimas horas do dia circularmos pelas ruas do centro histórico de Braga, é notória a redução do número de movimento. Logo, há mais oportunidade para encetar tentativas de assalto. A maioria do comércio mantém a porta aberta até às 19:00 / 20:00, hora de parca circulação de população. Ao início da noite as ruas ficam desertas. Ora, para que se possa combater a inquietação instalada, é categórico o incremento de policiamento no centro histórico da cidade, mas também nas freguesias limítrofes”.

O presidente da concelhia refere ser “normal que a incidência de assaltos aconteça ao final do dia até porque anoitece mais cedo e há menos pessoas a circular em simultâneo. Desta forma exige-se que nos horários de maior insegurança e risco se efetive um patrulhamento reforçado. Todavia, é preciso que tenhamos consciência de que o Comando Distrital padece de uma inveterada falta de agentes para dar resposta a tantas notificações. Se experimentarmos ligar para alguma das forças de segurança a solicitar patrulhamento, não haverá efetivos para assegurar o solicitado”.

“Este facto tem que obrigar o Ministério da Administração Interna a tomar medidas que se reflitam verdadeiramente na segurança da comunidade. Abrem concursos para integração de novos agentes, mas o que é certo é que as candidaturas são escassas. E porquê? Porque neste momento ninguém quer ser polícia em Portugal. Estamos numa era em que se ‘banalizam’ as forças de autoridade. A estrutura governativa esquece-se que sem autoridade moderada não há sociedade, por isso, é urgente reafirmar o apoio aos agentes da PSP e da GNR, dotando-os das condições e equipamento necessários ao cumprimento da sua função. Se assim fosse, estamos certos de que existiriam mais efetivos e, por conseguinte, a população estaria mais otimista no que se prende com a segurança de todos”, realçou.

O centrista finaliza, dizendo que “o Ministério da Administração Interna tem de ouvir as problemáticas sentidas pela população e encontrar soluções. A ordem social não pode ser posta em causa. No concelho de Braga reside, desde há uns meses para cá, um clima de insegurança que com as novas medidas associadas ao estado de emergência se intensificou. Certo é que o número de assaltos aumenta exponencialmente. Como tal, ação precisa-se. Este não é um assunto para ser tratado com leviandade ou brevidade. Exigimos que esta temática seja objeto de reflexão e efetiva execução no terreno. É imperioso mais policiamento no concelho de Braga. Mais patrulhas a pé ou com viaturas, mais efetivos para que haja uma resposta verdadeiramente funcional. Chamamos o Ministério da Administração à liça e queremos ver soluções legítimas e concretas”.

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