CDS questiona súbito despedimento de enfermeiros no Hospital de Braga
Quarta-feira , Dezembro 2 2020 Periodicidade Diária nº 2653
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CDS questiona súbito despedimento de enfermeiros no Hospital de Braga

Altino Bessa

O CDS reagiu face à acusação da Ordem dos Enfermeiros de que o Hospital de Braga vai despedir 86 enfermeiros.

Os centristas afirmam que “não podem ficar indiferentes a esta situação, principalmente na conjuntura que enfrentamos”. “Portugal pouco ou nada tem feito para fixar enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde. Assistimos a medidas irrefletidas como a oferta de contratos precários de quatro meses, a inexistência de incentivos, de subsídios de risco ou penosidade. Como se não bastasse, o modo leviano como o Governo olha para esta e outras profissões, nesta fase crítica, verificamos um ato de despedimento no Hospital de Braga? Mas afinal que estratégia é que o Governo está a adotar para combater a pandemia? É a estratégia do desfalque do Serviço Nacional de Saúde? Não podemos ficar apáticos perante esta decisão que, esperamos, seja revisitada e alterada”, questiona Altino Bessa, presidente da Concelhia do CDS de Braga e vereador Municipal.

“Mais uma vez o Governo está a brincar ao combate à pandemia. São instituídas medidas que concordamos serem fundamentais para a prevenção e combate a este contexto. Todavia, podemos constatar que estas medidas também se mostram parcas e, muitas vezes, não equitativas. Viemos a público propor que os ensino secundário e universitário adotem o regime à distância, porque temos noção de que seriam evitados inúmeros contágios. Esta medida tarda, mas queremos acreditar que, para contributo do achatar da curva, será tida em conta. Tantas medidas, tantas comunicações ao país e apercebemo-nos que, na fase mais caótica para o Serviço Nacional de Saúde, decidem despedir enfermeiros. Isto mais parece ter contornos kafkianos. Quase todos os dias somos assolados por imagens que nos chegam dos serviços de saúde do Vale do Sousa onde impera o cansaço, o caos e o desespero de utentes e profissionais. Perante isto o que faz o Governo? Despede enfermeiros. Isto é irrisório e totalmente inadmissível”, contesta o presidente da concelhia.

Altino Bessa alude que “urge rever a forma de contratação e as condições laborais dos enfermeiros”. “É chegada a hora de pensar uma sintonia entre setores público e privado. Contratualizar no setor privado, social e cooperativo é uma ‘porta’ viável para o apoio a doentes covid e não covid. Esta harmonia, dadas as circunstâncias, mostra-se cada vez mais premente. Só a partir da coabitação entre setores será possível não prejudicar os inúmeros utentes que neste momento estão privados da efetivação de tratamentos e cirurgias. É imperativo que esta decisão de despedimento de enfermeiros no Hospital de Braga seja devidamente analisada, ponderada e revista, agindo de acordo com os interesses da população. Exige-se que o bom senso e o zelo pela comunidade imperem na hora de decidir”.