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CDS contra decisão da AMP ao por fim da ligação Braga-Porto pela A3

Altino Bessa

A Área Metropolitana do Porto (AMP) decidiu pôr fim à ligação de autocarro Braga-Porto pela A3, serviço direto que existe, há vários anos, operado pelo grupo Transdev e denominado First Class – Carreira 1108 – Braga – Porto. O CDS posicionou-se contra esta decisão que consideram “inadmissível e inconsequente”.

Altino Bessa, vereador municipal e presidente da Comissão Política do CDS de Braga, diz ser contra “uma decisão irrefletida e que põe de parte os interesses da população”. “Toda esta conjuntura reflete uma tremenda falta de noção sob o que são as reais necessidades da população. Gostava de saber como é que a AMP delibera algo desta dimensão sem proceder a uma avaliação deste serviço junto da CIM do Cávado. Esta é, mais uma vez, a prova de que se tomam decisões sem saber o que se está a fazer e, mais preocupante, sem pensar nas consequências que estas ‘ideias’ podem trazer para as pessoas. É inegável que se trata de um serviço assaz necessário para uma grande franja da população, permitindo o acesso a instituições de ensino superior, ao Hospital São João e ao Instituto Português de Oncologia. Foram fornecidos pelo operador dados preliminares que comprovam isto mesmo. Estamos a falar de uma média de 150 passes e 1400 bilhetes de bordo por mês. Os números falam por si. É inconsequente determinar o fim de uma linha tão utilizada e que se verifica, em muitos casos, o formato de mobilidade mais acessível”, referiu o centrista.

“Todos temos consciência, ou devemos ter, de que os transportes estão cada vez mais caros e esta linha constituía um dos formatos mais económicos para chegar àquela zona do Porto. A sustentabilidade está na ‘crista da onda’. Todos trabalhamos por cidades mais sustentáveis, mas com medidas desta categoria ‘remamos contra a maré’. Esta decisão só vai fazer com que a população recorra mais ao transporte individual, o que também influenciará muito o fator trânsito. O que nos choca é a leviandade com que se determinam cortes sem sequer ouvir os agentes mais próximos da população. A Câmara Municipal de Braga, por exemplo, esteve totalmente alheia a esta medida”, acrescentou Altino Bessa.

O centrista lamenta que “não se priorize o interesse da população”. “Apelamos a que esta decisão seja reavaliada no sentido de manter uma resposta que é fundamental para tantos bracarenses”, finalizou.

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