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Braga: Ricardo Silva pretende fomentar “corredores seguros” com a AAUM

© Ricardo Silva

Ricardo Silva, candidato independente à Junta de São Victor, em Braga, reuniu com a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) para estabelecer uma articulação de atuações, relacionadas com a vivência dos estudantes universitários.

O candidato, que se fez acompanhar pelo elemento mais jovem da Lista, Mariana Araújo, e por um dos mandatários da Juventude, Mauro Franqueira, quis “estimular um diálogo franco e aberto, sobretudo relacionado com o apoio aos alunos em situação de vulnerabilidade social, bem como potenciar ações de sensibilização atinentes à segurança e proteção civil”.

A comitiva foi acolhida pelo presidente da AAUM, Rui Oliveira, e por Duarte Lopes, presidente Adjunto Interno, e Marta Ferreira, presidente Adjunta Externa, que “enalteceram esta preocupação de estreitar laços, uma vez que a proximidade entre as instituições reverterão para uma maior capacidade de resposta”.

Rui Oliveira referiu que a Junta de Freguesia de São Victor “tem sido uma parceira nas iniciativas de ação social, como a recolha de alimentos, bens de higiene ou vestuário, reforçando que apesar dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho realizarem um trabalho muito exaustivo de acompanhamento ao aluno, na vertente social há sempre muita dificuldade em aceder à verdade dos casos existentes”.

O presidente da AAUM abordou, ainda, “a necessidade de emparceirar com as Forças de Segurança uma maior presença destas, sobretudo em dias e horas mais críticas, como as noites de quarta-feira, para permitir uma maior segurança e vigilância na zona do Campus de Gualtar”.

A equipa da AAUM abordou o futuro da Fábrica Confiança, referindo que vêem “com boas expetativas a sua utilização como Residência Universitária, tendo em conta que ajudaria a mitigar o problema de acesso à habitação, por parte dos estudantes e poderá ser uma forma de ajudar a regular os preços das habitações, que, neste momento, estão totalmente inflacionados e nem todos os agregados familiares conseguem pagar um alojamento digno e seguro. A disponibilização de seis centenas de camas, em regime de residência, pode ser um forte contributo na regulação de preços, estando esta hipótese dependente da apresentação do projeto ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”.

Ricardo Silva quis ouvir a posição da AAUM sobre a Fábrica Confiança, percebendo se “a AAUM defende que aquele edifício possa conter uma forte valência cultural e pedagógica”. Quer Rui Oliveira, quer Ricardo Silva falaram da possibilidade de “ali se instalar Salas de Estudo e Bibliotecas de maior dimensão, correspondendo a uma melhoria substancial das condições dos estudantes, que não precisam de piscinas e spas, mas sim de salas próprias para o desenvolvimento de estudo e dos trabalhos académicos”.

Na área da segurança, a candidatura de Ricardo Silva preconiza um maior diálogo com a PSP e com a AAUM, investindo na realização dos “Corredores Seguros”. Esta ação visa constituir percursos entre dois pontos, sensibilizando a comunidade académica a percorre-los, pois “deverão ter mais presença das forças policiais ou de agentes voluntários para a segurança”. “Estes ‘Corredores Seguros’ devem ser devidamente sinalizados e ser via única de utilização, para promover a segurança coletiva e evitando que os alunos caminhem sozinhos e sem proteção”, explicou o candidato independente.

Para Ricardo Silva, a parceria com a AAUM “vai continuar e ainda será reforçada com ações de sensibilização direcionada aos estudantes, sobretudo no que toca à proteção civil, pois é necessário alertar os alunos, sobretudo aqueles que se autonomizam pela primeira vez e vêm viver para Braga, que devem ter cuidados com questões de manutenção de exaustores e equipamentos elétricos, que são das principais causas dos incêndios urbanos”.

O candidato independente desafiou, ainda, a AAUM a “poder avaliar as respostas dos Gabinetes de Inserção Profissional (G.I.P.) dinamizados por ambas as entidades, para perceberem se podem construir uma parceria reforçada no âmbito da resposta ativa ao emprego, junto dos respetivos públicos”.

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