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Braga leva projeto “Escolas que se Abraçam” ao Folio Educa de Óbidos

© CM Braga

O Município de Braga apresentou o projeto educativo “Escolas que se Abraçam” no Folio Educa, que integrou o Festival Internacional de Literatura de Óbidos.

Na sessão, que decorreu na Casa José Saramago – Biblioteca Municipal, a vereadora da Educação, Carla Sepúlveda, apresentou o projeto numa mesa-redonda que contou também com a participação de Ricardo Reginato (secretário da Cultura de Gramado – FiliGram), Juliana Rajão (secretária de Educação de Conceição do Mato Dentro) e Margarida Reis (vereadora de Educação de Óbidos). O debate teve como principal objetivo expor a experiência das cidades envolvidas num projeto educativo de intercâmbio cultural entre países da língua portuguesa.

Nos últimos dois anos letivos, o Município de Braga aceitou o desafio do Município de Conceição do Mato Dentro (CMD), Minas Gerais, para participar no projeto de Intercâmbio educativo e cultural “Escolas que se Abraçam”. Este é um projeto dirigido aos alunos do 4º, 5º e 6º anos do ensino básico dos dois países (Brasil e Portugal). Um dos grandes objetivos do projeto é o intercâmbio que permitiu aos alunos estabelecerem contactos com as diferentes comunidades e as suas dissemelhantes características, tendo como traço comum a língua portuguesa.

Na sua intervenção, Carla Sepúlveda destacou que no Município de Braga a escola está de “porta aberta” a projetos que signifiquem uma mais-valia educativa, cultural e social, como o caso do “Escolas que se Abraçam” que visa, particularmente, a troca gratuita de informação e partilha de temas relevantes da atualidade discutidos e apresentados através do olhar sensível e muito perspicaz das crianças e jovens.

“As relações entre Portugal e Brasil são preenchidas de passado, presente e futuro. Nesta medida, acredito que o futuro está também nos intercâmbios entre as gerações mais novas para que os laços se possam estreitar de forma a promovermos o crescimento e desenvolvimento de ambas as culturas. Estou certa de que o melhor espaço para o fazer é a escola”, começou por referir a vereadora, lembrando que estes projetos só são exequíveis “graças à abertura pedagógica dos professores que se predispõem a envolver os alunos nas atividades que vão surgindo”.

Segundo Carla Sepúlveda, o fomento do pensamento crítico é algo que deve permanecer no espaço escola e é a partir de projetos como este que é possível ouvir e pensar as diferenças culturais e sociais. “Um dos nossos objetivos com este projeto é alargar o intercâmbio entre escolas a outros estados-membros da CPLP. Pretendemos criar uma rede intercultural através de um projeto educativo que, apesar de recente, se tem mostrado preponderante para o fomento de relações promotoras de uma educação que assenta na diversidade cultural e social”, concluiu.

O primeiro livro do projeto surgiu das várias sessões de partilha entre alunos portugueses e brasileiros. Nesta pequena e significativa obra podem encontrar-se estórias e experiências proferidas por todos os alunos que participaram no projeto.

Enquanto projeto piloto, nos primeiros dois anos de implementação, acolheram a iniciativa os Agrupamentos de Escolas D. Maria II e Sá de Miranda. Pretende-se que no presente ano letivo mais escolas adiram a este projeto pedagógico e promotor de inclusão.

No ano letivo 2021/2022 participaram no projeto cerca de 100 crianças bracarenses.

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