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Braga: Escola Europeia de Ensino Profissional coloca Direitos das Crianças no centro da educação

A escola está a participar num projeto europeu pioneiro que promete transformar a forma de ensinar os Direitos das Crianças.

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A Escola Europeia de Ensino Profissional, de Braga, é uma das instituições parceiras do projeto europeu “Awareness of Children’s Rights in Secondary Education – Through Escape Rooms to Children’s Rights” (2025-1-HU01-KA220-SCH-000350622), iniciativa inovadora que pretende colocar os Direitos das Crianças no centro da educação, recorrendo a metodologias criativas e experiências imersivas através de escape rooms.

Com coordenação da Hungria e participação de Portugal, Grécia, Lituânia, Eslováquia e Roménia, o projeto terá a duração de três anos, durante os quais serão desenvolvidas ferramentas educativas acessíveis, dinâmicas e impactantes. O grande objetivo é claro e profundamente mobilizador: garantir que cada criança compreende, vive e reivindica os seus direitos, numa Europa que se quer mais justa, mais consciente e mais humana.

A Direção da Escola Europeia de Ensino Profissional, na pessoa da sua diretora geral, Raquel Rodrigues, destaca que “este projeto representa uma oportunidade estratégica para consolidar a missão educativa da instituição e reforçar a sua responsabilidade social”. A direção assume um “compromisso firme em apoiar todas as fases de implementação, garantindo os recursos, o acompanhamento e a visão pedagógica necessários para que o trabalho desenvolvido tenha impacto real na escola e na comunidade”. Sob a liderança da Direção, esta participação europeia é encarada como “um investimento direto no futuro dos alunos, fortalecendo uma cultura escolar que valoriza os direitos, a participação ativa e o bem-estar das crianças e jovens”.

Entre 10 e 15 de novembro de 2024, a cidade de Zsentendre, na Hungria, recebeu a reunião internacional de arranque. Este encontro juntou equipas de seis países europeus num ambiente de “cooperação, entusiasmo e compromisso” com a causa das crianças.

A Escola Europeia de Ensino Profissional esteve representada por Susana Silva, coordenadora nacional do projeto, Joana Alves, coordenadora de Cidadania, e Daniela Valente, responsável pelo Serviço de Psicologia.

A comitiva portuguesa contribuiu “ativamente” para a definição dos primeiros passos do projeto, partilhando “perspetivas pedagógicas e sociais essenciais para a construção de materiais educativos que respondam verdadeiramente às necessidades dos jovens”.

Um dos elementos mais inovadores desta iniciativa é a criação de escape rooms educativos, físicos e digitais, que colocarão os alunos em situações desafiantes e simbólicas relacionadas com os Direitos das Crianças. Através de enigmas, decisões e dinâmicas colaborativas, os estudantes serão convidados a refletir sobre igualdade, liberdade, proteção, participação, segurança e bem-estar.

Não será apenas uma atividade lúdica, será uma experiência transformadora.

O projeto acredita que “os jovens aprendem melhor quando sentem, quando descobrem, quando vivenciam”.

Um dos aspetos mais relevantes e socialmente impactantes é que todos os materiais e escape rooms serão disponibilizados online, gratuitamente, permitindo que escolas, alunos, municípios, associações e organizações educativas possam dinamizar as sessões de forma autónoma.

Este compromisso com a acessibilidade permitirá que “a promoção dos Direitos das Crianças vá muito além das fronteiras do projeto, alcançando comunidades que, muitas vezes, carecem de recursos pedagógicos modernos e envolventes”.

O objetivo é “ambicioso e profundamente humanista”: levar a educação para os Direitos das Crianças a todos os cantos da Europa, garantindo que “nenhum aluno fica para trás”.

Com a participação ativa da Escola Europeia, a Direção espera-se “fortalecer a literacia dos Direitos Humanos entre alunos e docentes; disponibilizar ferramentas modernas, criativas e universais de ensino; envolver famílias, municípios e agentes comunitários em dinâmicas de cidadania; promover ambientes escolares mais conscientes, participativos e inclusivos; apoiar o bem-estar emocional dos jovens através de atividades colaborativas; e deixar um legado educativo que perdure muito além do término do projeto”.

A Diretora geral da Escola Europeia de Ensino Profissional sublinha que “esta parceria representa um passo importante na construção de uma cultura de respeito, participação e proteção das crianças — dentro e fora das salas de aula”.

Com “orgulho e sentido de missão”, a Direção da Escola Europeia de Ensino Profissional reafirma o seu “compromisso com uma educação moderna, humanista e profundamente ligada aos valores europeus”. “Através deste projeto, Braga ganha voz num debate internacional e assume o seu papel na construção de uma sociedade mais consciente dos direitos das suas crianças e jovens”, finalizou.

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