Bloco de Esquerda quer "romper com governação para os amigos" em Braga
Terça-feira , Agosto 4 2020 Periodicidade Diária nº 2533
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Bloco de Esquerda quer “romper com governação para os amigos” em Braga

Em Braga, o Bloco de Esquerda avança para as autárquicas com o objetivo de “romper com a ideia de cidade, de concelho e de governação para os amigos”, destacou Paula Nogueira que encabeça a lista à Câmara Municipal de Braga, durante a apresentação da sua candidatura e a de António Lima que encabeça a lista à Assembleia Municipal. Os candidatos estiveram acompanhados pela Coordenadora Nacional do partido, Catarina Martins, e pelo deputado eleito por Braga e coordenador para as autárquicas do Bloco de Esquerda, Pedro Soares.

Durante o discurso, a candidata à Câmara Municipal de Braga referiu-se às mudanças do quadro político em Braga. “Em quatro anos mudaram-se os tempos, mas não se mudaram as vontades, mudaram-se os protagonistas da governação, mas não se mudou a política. Ricardo Rio, de jovem simpático e dialogante, não aquece  a cadeira do seu gabinete, tantas são as iniciativas em que aparece e se faz fotografar e promover através de uma poderosa máquina de propaganda, que debita notícias para os jornais, publicadas a troco de dezenas de milhares de euros de publicidade, condicionando o pluralismo da nossa imprensa e que precisou de gastar o preço de um apartamento para renovar o seu gabinete ”, vincou a candidata.

“O ambiente, melhoria dos transportes públicos, mais cultura, mais ação social, mais respeito pelo património local e direito por habitação digna”, são alguns vetores do programa eleitoral bloquista. Paula Nogueira destaca que o programa inclui ainda um “projeto educativo municipal que inclua a educação de adultos e a criação de creches municipais para apoiar as famílias e incentivar a natalidade”.

O Bloco exige maior proximidade democrática das pessoas ao poder local. Para a Assembleia Municipal de Braga, António Lima, quer “dignificar este órgão autárquicos”, defendendo uma “maior capacidade das pessoas poderem se expressar durante as sessões sem ficarem remetidas para o final, ou até mesmo esquecidas”.

A realidade concreta da proximidade é uma exigência do Bloco de Esquerda partilhada pela coordenadora nacional. “O Bloco é definitivamente a força que pode fazer a diferença em Braga. É este o tempo de exigência da proximidade democrática às comunidades de se expressarem, tomarem decisões e de as debaterem”, concluiu Catarina Martins.