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Bloco de Esquerda defende “intervenção estrutural” na barra de Esposende

© Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda esteve em Esposende reunido com representantes do Parque Natural do Litoral Norte para conhecer a evolução do estado da barra do Cávado e para abordar o problema da construção sobre dunas naquela área protegida.

Com a presença de Marisa Matias, os deputados eleitos pelo distrito de Braga, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, e o candidato de Esposende, Manuel Gonçalves Pereira, verificaram, junto ao Forte de São João Batista, o assoreamento da barra.

“Temos insistido, no Parlamento, com iniciativas e também com perguntas ao ministro do Ambiente e ao ministro do Mar sobre a necessidade de intervenção nesta área. O Governo disse-nos que seriam feitas dragagens, ainda no decorrer do ano que agora terminou, mas até ao momento nada se fez, e o problema tem vindo a agravar-se”, disse José Maria Cardoso.

O deputado do Bloco de Esquerda lembrou que o que está em causa “é o acesso, em segurança, ao mar, que é muito importante para muitos pescadores de Esposende, que têm cada vez menos possibilidades de navegar, mesmo quando há boas condições climatéricas para o fazer”.

José Maria Cardoso defende que “é preciso parar para pensar” e que, além das dragagens, “tem que ser feita uma intervenção estrutural e não de circunstância”.

“As entidades têm que se juntar para chegar a uma conclusão, baseada no melhor conhecimento técnico e científico, e que seja exequível, para poderem avançar e resolver o problema o mais rápido possível”, concluiu.

A degradação de sistemas dunares do Parque Natural do Litoral Norte pela construção de habitações foi outro dos assuntos abordados pelos bloquistas.

“Tem havido, no mínimo, um descuido sobre algumas construções que se fazem em dunas primárias”, considerou José Maria Cardoso, lembrando que os sistemas dunares protegem a população do galgamento e do avanço do mar, “um problema gravíssimo aqui em Esposende que se faz sentir com cada vez mais força devido às alterações climáticas”.

O deputado acrescentou que “se, no passado, construir sobre dunas foi lamentável, não havendo legislação que impedisse essas situações, continuar a fazê-lo hoje é condenável, sem que haja intervenção de entidades de âmbito nacional, mas também local”.

“As alterações climáticas precisam de uma estratégia de combate, temos de saber atenuar o problema e de saber enfrentar uma situação cada vez mais evidente. Ora, ao permitirmos construir sobre a linha de costa estamos a ir exatamente em sentido contrário”, defendeu.

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