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Bancos portugueses declaram guerra às criptomoedas

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Após ter caído para os 16 mil dólares em dezembro de 2022 (o valor mais baixo desde outubro de 2020), o Bitcoin recuperou alguma força na primeira metade de 2023 e fixou-se entre os 27 mil e os 30 mil dólares. Mas será que o crescimento foi suficiente para convencer os investidores?

No mínimo, a recuperação do Bitcoin em 2023 não inspirou uma nova onda de otimismo entre as principais instituições financeiras de Portugal. Num momento em que a criptomoeda mais popular do mundo está muito longe da valorização máxima (61 mil dólares em outubro de 2021), os bancos portugueses “declararam guerra” às criptomoedas ao encerrar as contas bancárias de quatro empresas de ativos cripto.

O que aconteceu?

Cinco bancos portugueses — a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o Santander, o Abanca, e o BiG — decidiram encerrar as contas bancárias de quatro empresas de criptomoedas registadas em Portugal. Segundo a imprensa nacional, o encerramento das quatro contas bancárias foi motivado por questões de gestão de risco.

A razão por trás da decisão não é surpreendente, já que os ativos cripto têm sido alvo de crescente desconfiança no mercado desde o verão de 2022. Se em 2021 a valorização imparável das criptomoedas parecia credível, atualmente são cada vez menos as instituições financeiras que aderem a esta ideia.

Quais foram as empresas de criptomoedas visadas?

As quatro empresas de criptomoedas que viram as suas contas bancárias encerradas pelos bancos portugueses são a Mind The Coin, a Luso Digital Assets, a Criptoloja, e uma quarta empresa não identificada.

A Mind The Coin é uma empresa de terminais físicos para compra de Bitcoin, com localizações em vários distritos do país. A Luso Digital Assets é uma provedora de ativos digitais que intermedeia a compra e venda de criptomoedas. Finalmente, a Criptoloja é uma plataforma para comprar e vender criptomoedas, registada junto do Banco de Portugal.

O que posso fazer?

Se tem algum tipo de ligação com uma das empresas visadas pelos bancos portugueses, investe em criptomoedas com regularidade, conhece alguém que o faça, ou está simplesmente interessado em aprender mais sobre este assunto, deve contactar a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o Santander, o Abanca, ou o BiG para mais informações.
Utilize os canais recomendados e entre em contato com os diferentes bancos para qualquer questão relacionada com criptomoedas.

E lá fora, o que está a acontecer?

O fenómeno do fim da “primavera cripto” não está a acontecer apenas em Portugal. Os primeiros sinais de pessimismo chegaram dos mercados internacionais e foram maioritariamente inspirados pelo falhanço de alguns dos maiores serviços de criptomoedas do mundo.

O súbito colapso da FTX, uma empresa que chegou a ser avaliada em mais de 18 biliões de dólares, é o exemplo mais famoso de uma companhia de criptomoedas que ficou muito aquém das expetativas dos investidores—mas está longe de ser o único. Afinal, o mesmo aconteceu com a Three Arrows Capital, a Celsius Network, ou a BlockFi.

Em 2022, registou-se ainda o falhanço de quase 2 mil criptomoedas; perante a desvalorização de gigantes como o Bitcoin, parece não existir muito espaço para a criação e expansão de novas criptomoedas nos mercados financeiros.

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