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Bancos instalados no Braga Parque convidam a refletir sobre violência no namoro

© Junta de Freguesia de São Victor

O Braga Parque tem patente, até 14 de fevereiro, a iniciativa “Senta-te e Pensa”, que visa sensibilizar contra a violência no namoro.

Esta ação, que tem como objetivo assinalar o Dia dos Namorados, é realizada pelo Comando Distrital de Braga da PSP, pelo Gabinete de Braga da Associação de Apoio à Vítima, pelo Município de Braga, pela Junta de Freguesia de São Victor e pelo Braga Parque, contribuindo para “uma maior informação ao público sobre as entidades que prestam apoio às vítimas de violência, mas, também, como forma de alertar para as respostas no combate a estes fenómenos, dentro da comunidade de Braga”.

No Braga Parque estão colocados dois bancos de jardim com mensagens alusivas ao combate à violência nas relações. Também está em exposição o carro patrulha da PSP afeto ao programa Escola Segura, estando também uma equipa da APAV a distribuir as pulseiras “conecta-te ao amor”, que possuem tecnologia NFC e permitem abrir automaticamente, num telemóvel, o domínio da internet com o mesmo nome, onde estão plasmados vários conselhos, informações, estatísticas e números de apoio no âmbito do auxílio às vítimas de violência.

A perspetiva da PSP é “manter uma presença de proximidade, amiga do cidadão e que inspire confiança às vítimas de violência para apresentarem denúncia, permitindo maior identificação destes casos”. A presença da PSP nestas ações tem como objetivo “fazer saber que a violência no namoro é um flagelo que afeta pessoas de todas as idades, géneros e origens, assumindo, à semelhança do que sucede no crime de violência doméstica, várias formas, designadamente o abuso físico, emocional e até o sexual”.

A PSP alerta que este é “um ato criminoso” e pode “acarretar consequências/marcas nefastas para o futuro, quer das vítimas, quer dos agressores”.

Neste sentido, a autoridade quer chegar a vários públicos para despertar a atenção de toda a comunidade para este crime que “é, ainda, pouco denunciado”.

O Gabinete de Braga da APAV lembra que “a violência no namoro pode ter várias formas, tratando-se de um episódio único ou continuado no tempo, cometido por um ou ambos os parceiros numa relação de namoro”. Assim, “torna-se fundamental capacitar as pessoas para identificar as situações e rejeitar os comportamentos violentos nas relações, independentemente da forma de violência praticada”. Por isso, as vítimas de crime podem procurar o apoio da APAV, entidade que está disponível para auxiliar através da rede nacional dos serviços de proximidade e do Sistema Integrado de Apoio à Distância.

O Município de Braga e a Junta de Freguesia de São Victor, enquanto autarquias, emparceiram esta iniciativa no âmbito da responsabilidade das políticas públicas de sensibilizar para a tolerância e respeito entre pares, mas também como forma de apoio às entidades que estão no terreno e possuem mecanismos de apoio à população. A ideia das autarquias é “reforçar a visibilidade e a informação, contribuindo para maior sensibilização das pessoas e da comunidade”.

Já o Centro Comercial acolhe esta iniciativa para mostrar a sua “responsabilidade social para com os temas que demonstram a fragilidade humana”, onde passam, segundo o Braga Parque, cerca de 25.000 pessoas diariamente, pelo que a aposta dos promotores passa por “dar visibilidade a esta ação, sensibilizando todos os cidadãos, em geral, e os mais jovens, em particular”.

A Junta de Freguesia de São Victor lembra que “alguns comportamentos como o controlo da forma de vestir, a consulta das mensagens no telemóvel, o pedido de partilha da password do e-mail e das redes sociais, parecem ser normais numa relação afetiva. Contudo, são formas de abuso e de controlo associadas a uma ‘escalada’ de violência. Por isso, estas ações de sensibilização visam estimular a relação de confiança entre vítimas e entidades de apoio, procurando desconstruir os sentimentos de vergonha e de medo. O silêncio esconde a dor das vítimas e permite que os agressores mantenham os atos de violência, pelo que as entidades promotoras da ação ‘Senta-te e Pensa’ querem apostar na informação e sensibilização destes fenómenos”.

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