BragaAssociação de Braga reforça voz dos cuidadores informais

Associação de Braga reforça voz dos cuidadores informais

A Associação de Cuidadores Familiares e Amigos de Braga marcou presença nas III Jornadas de Cuidados Paliativos – PaliArTe.

© ACFAB

A Associação de Cuidadores Familiares e Amigos de Braga (ACFAB) marcou presença ativa nas III Jornadas de Cuidados Paliativos – PaliArTe, realizadas a 14 de novembro e promovidas pela Unidade de Cuidados Paliativos do Poverello.

A participação da presidente da ACFAB, Daniela Oliveira, levou para o centro do debate “a realidade frequentemente invisibilizada dos cuidadores informais”, sublinhando “a urgência de medidas estruturais que protejam a sua saúde, dignidade e qualidade de vida”.

Durante a intervenção, a ACFAB destacou que “milhares de cuidadores continuam a assegurar, de forma silenciosa e contínua, o bem-estar e o conforto dos seus familiares dependentes”. “Esta realidade, muitas vezes ausente das políticas públicas, exige respostas integradas e concretas, capazes de prevenir a exaustão e garantir apoio clínico, social e emocional adequado”, acrescentou.

No âmbito das Jornadas, foram também apresentados dados do Questionário aos Cuidadores Informais de Braga, desenvolvido pela Associação. “Os resultados revelam níveis elevados de sobrecarga física e emocional, dificuldades de acesso a apoios formais e informais, bem como um impacto significativo na saúde mental e no rendimento familiar. Estes dados reforçam a necessidade urgente de estratégias de intervenção articuladas”, explica.

A ACFAB defendeu igualmente “uma visão integrada de cuidados, na qual saúde, apoio social, comunidade, pessoa cuidada e cuidador informal atuem de forma coordenada”. A presidente sublinhou que “o cuidador é um membro essencial da equipa de cuidado, devendo ser reconhecido nas políticas e práticas em cuidados paliativos”.

Com esta participação, a ACFAB reafirma o seu compromisso em “dar voz aos cuidadores, influenciar políticas públicas, promover sensibilização e exigir respostas estruturais, nomeadamente apoio emocional e prevenção da exaustão, formação específica para cuidadores, reconhecimento formal do seu papel, medidas de descanso e suporte contínuo e colaboração efetiva entre serviços de saúde e da área social”.

A presidente da Associação terminou a sua intervenção, reforçando a missão da ACFAB em “contribuir para práticas mais humanas, sustentadas e justas”.

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