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Artesão de Vila Verde expõe trabalhos feitos no tear

Fernando Rei usa o artesanato para salvar tradições do mundo rural.

© CM Vila Verde

Peças artesanais feitas em linho e lã com decoração inspirada nos motivos do Lenço de Namorados, são a nova atração da Loja de Turismo Interativa de Vila Verde. A exposição do artesão Fernando Rei abriu hoje ao público, revelando marcas próprias da vida do mundo rural.

Um tear antigo e algumas das peças mais famosas do artesão, como bolsas e alforges – à semelhança do ‘Alforge Tradicional Barrosão’, peça com que Fernando Rei venceu o concurso de Artesanato Tradicional da Feira Internacional FIA Lisboa 2024, dão corpo à exposição.

“O Fernando Rei é um artesão com uma estética própria, com trabalho reconhecido por todos, premiado em várias áreas com peças que vão desde o uso quotidiano até ao vestuário”, apontou o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Manuel Lopes, na abertura da exposição.

Numa cerimónia que contou com a presença dos utentes da delegação de Vila Verde da APPACDM, o vereador fez questão de realçar a importância de disponibilizar na Loja de Turismo o “acesso a trabalhos de um nome com projeção nacional e internacional”.

“A exposição mostra o espírito de criatividade e inovação através de peças artísticas que ficam bem e fazem a diferença”, atestou Manuel Lopes, referindo-se ao trabalho de Fernando Rei, que tem o seu atelier ‘Tearte’ em Aboim da Nóbrega.

O artesão explicou que “a tecelagem permite transformar fios em tecidos e a partir daí criar peças utilitárias, decorativas ou mais artísticas”. Classificou a exposição como “singela, mas significativa” do trabalho que faz.

A exposição inclui também “sacos para uso diário inspirados nas cobertas antigas existentes nas casas das pessoas, sacos inspirados nos trajes folclóricos, um tear e cobertas”.

Há ainda os alforges, “com padrões tradicionais e que antigamente eram usados para pôr nos animais”. São “peças que deixaram de ter utilidade e desaparecem se ninguém fizer nada para a sua preservação”. Neste caso, foram adotadas para transportar objetos. “Quero manter as tradições que saíram dos usos e costumes”, explicou Fernando Rei.

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