RegiãoAlto MinhoAEMinho fez quatro anos com conferência dedicada à reindustrialização da Europa

AEMinho fez quatro anos com conferência dedicada à reindustrialização da Europa

Painel de discussão contou com a participação do ex-ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

© AEMinho

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) comemorou o seu quarto aniversário em Ponte de Lima com várias iniciativas.

Num dia dedicado ao tecido empresarial da zona de Ponte de Lima, com visitas e ações de potencialização, a AEMinho reiterou a sua mensagem de coesão e cooperação. “Vemos o Minho com potencial de promoção de uma comunidade empresarial mais coesa, mais unida, mais capaz de cooperar e, por isso, para nós, faz todo o sentido celebrar este quarto aniversário no Alto Minho”, afirmou o presidente da AEMinho, Ramiro Brito.

Com o tema da Reindustrialização da Europa como orientação central da comemoração do quarto aniversário, a AEMinho organizou uma conferência que juntou um painel de discussão. “A Reindustrialização da Europa e as Oportunidades para Portugal” contou com a participação do ex-ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que realçou a importância de impulsionar a indústria europeia para desenvolvimento da economia com impacto visível. A capacidade produtiva da Europa, como potência exportadora, foi um dos destaques da intervenção de Pedro Siza Vieira, que pediu “maior qualidade” e “estímulo orçamental” às entidades europeias.

Ramiro Brito aproveitou o momento para impulsionar o debate e instigar a mudança. “O fantasma da Inteligência Artificial, a digitalização, a automação tem tomado conta dos assuntos do dia. Queremos afirmar que não há mudança sem sacrifício. Não há transformação sem sairmos da nossa zona de conforto. O objetivo de falar do tópico da Reindustrialização neste aniversário é acrescentar conhecimento e desbravar o caminho que já iniciou e não é opção não o seguir”, destacou.

Valorizando o percurso da AEMinho nestes últimos quatro anos, Ramiro Brito reafirmou a visão e compromisso da associação: a relação próxima e atenta às empresas do Minho. “São quatro anos de olhos postos no crescimento das empresas do Minho, do Norte e do país, num estímulo claro e desinibido à cooperação. Crescemos todos os anos em associados na concretização da visão do Minho como um só, numa região única, sem preconceitos territoriais e apostando tudo na diversidade da nossa economia minhota. Vamos continuar a ser voz livre e independente dos empresários, num exercício positivo e a favor do crescimento económico e das empresas, humanistas e conscientes de que é na união das nossas empresas que forjamos um futuro que pode criar melhores condições de vida para todos”, reiterou o presidente da AEMinho.

“A AEMinho é espontaneidade, liberdade e independência. A AEMinho é a favor de uma região só, a favor do crescimento económico, de melhores salários, de uma política que corresponda às necessidades das nossas empresas de uma forma consciente e estruturada”, acrescentou.

O presidente da associação agradeceu ainda a todos os associados e parceiros da AEMinho, pedindo desafios à ação da própria associação empresarial. “Somos uma associação multissectorial e temos a força de juntar uma comunidade empresarial mais diversa e, ao mesmo tempo, a fragilidade de eventualmente falhar na atenção que devemos dar a determinados sectores de atividade. Por isso, desafiem-nos a explorar assuntos, atividades, áreas económicas”, solicitou Ramiro Brito.

Como tem sido hábito da associação empresarial, o aniversário foi celebrado também com a inauguração de uma obra de arte, da autoria do artista Carlos Mello, uma oferta ao Município de Ponte de Lima para o espaço público. “O Progresso como Simbiose, não como Antagonismo” é uma peça artística que visa refletir a reindustrialização e a evolução da economia portuguesa, conectando o passado industrial ao presente e futuro mais sustentável. “O objetivo é sensibilizar o público sobre a transformação da indústria, destacando a importância da sustentabilidade e inovação, e promovendo uma reflexão sobre o impacto social e ambiental da reindustrialização”, explicou a associação.

PARTILHE A NOTÍCIA

LEIA TAMBÉM

PUBLICIDADE

Últimas Notícias

POPULARES