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A batalha entre a Apple e o Android em Portugal: Quem vencerá em 2025

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Em 2025, o duelo entre iOS e Android em Portugal entrou numa fase curiosa. Apesar de o sistema operativo da Google continuar dono e senhor da maior fatia do mercado, a Apple atingiu a sua melhor marca de sempre entre nós. Em junho, o Android caiu para 67,8%, enquanto o iOS alcançou 31,8%, segundo o painel contínuo da Statcounter.

Nunca o ecossistema da maçã estivera tão perto de roubar um terço dos smartphones nacionais, e a tendência de convergência parece ganhar força mês após mês. A aceleração da Apple começou a notar‑se em 2024, mas consolidou‑se depois de dezembro, data em que a União Europeia passou a obrigar todos os telemóveis novos a adoptarem porta USB‑C.

O iPhone 15, primeiro modelo vendido em Portugal com essa compatibilidade nativa. Muitos portugueses que antes privilegiavam a longevidade dos acessórios Lightning sentiram que era agora ou nunca. A directiva comunitária pretende reduzir lixo electrónico e poupar até 250 milhões de euros por ano aos consumidores.

Um argumento ambiental e financeiro que pesou no balcão das operadoras. Além da porta universal, o iPhone 16 trouxe ecrã ProMotion a 120 Hz, modem 5G melhorado e CPU A18 de 3 nm, valores que o aproximam dos portáteis de topo. Para muitos utilizadores, contudo, o apelo passa também pelas experiências de entretenimento que a Apple empacota num só serviço.

Apple One, Arcade, TV+, iCloud de 2 TB e o novo Fitness+, todos englobados numa assinatura mensal ligeiramente mais barata que a soma das partes. É neste mesmo estilo de “tudo num só ecossistema” que florescem produtos de nicho como a caixa misteriosa Apple, onde o fã compra uma lotaria de gadgets que vai de AirPods Max a um possível Vision Pro.

A proposta faz sucesso nas redes sociais portuguesas, sobretudo entre criadores de conteúdo que transformam o unboxing numa performance interactiva. Do outro lado da barricada, o Android conserva a maioria graças à variedade de preços. Samsung lidera nas gamas alta e média, Xiaomi e Realme colonizam os escalões abaixo dos 400 euros, e até a Asus disputa o segmento “gaming” puro.

O relatório preliminar da IDC para o segundo trimestre revela um crescimento residual de apenas 1% nas remessas globais de smartphones, mas deixa claro que a Samsung continua a enviar mais unidades do que qualquer outro fabricante, empurrada pelos Galaxy A56 5G e pelos dobráveis Z Flip.

A própria consultora nota que a IA generativa entrou definitivamente nos terminais Android, convertendo‑se em argumento de venda para quem quer tradução simultânea ou geração de imagens directa no dispositivo. Se o hardware é importante, a rede móvel é o alicerce. No final do primeiro trimestre, a ANACOM contava 4,3 milhões de utilizadores activos em 5G, mais 48% do que há um ano.

As três operadoras (MEO, NOS e Vodafone) já operam perto de 14.000 estações‑base nesta tecnologia e cobrem 74% das freguesias. Na prática, carregar um filme de 2 GB pela Netflix ou transmitir um jogo via Xbox Cloud deixa de ser ilusório e passa a ser quotidiano, especialmente nas capitais de distrito.

Essa disponibilidade de largura de banda reflecte‑se nos hábitos de consumo. O tráfego móvel cresceu 28,7% em doze meses, empurrado por streaming de vídeo em 4K, podcasts de longa duração e partidas em tempo real de títulos como Genshin Impact.

A procura por ecrãs maiores e baterias acima dos 5.000 mAh explica a popularidade dos Galaxy S25+ e dos iPhone 16 Plus, mas também dos tablets compactos de oito polegadas que se ligam à mesma rede. Até iniciativas locais, como a aplicação móvel do Altice Forum Braga, tiram partido de notificações geolocalizadas e realidade aumentada para envolver o público nos eventos culturais da cidade.

Saldo de 2025? Android continua dono de dois terços dos telemóveis portugueses, mas a Apple nunca esteve tão perto de ameaçar essa maioria. Se a política agressiva de trade‑ins da marca, aliada ao reforço da sua linha de serviços, conseguir converter quem trocava de aparelho a cada quatro anos, 2026 pode trazer um empate técnico.

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