
A Paz esteve no centro da quarta edição do Festival de Poesia Dita de Vila Verde, que voltou a afirmar a poesia como um instrumento de reflexão e de promoção de valores junto das gerações mais jovens. O evento decorreu com o auditório da EPATV totalmente preenchido e reuniu dezenas de crianças e jovens numa celebração marcada pela palavra, pela criatividade e pela expressão artística.
Organizado pela Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela e pela Rede de Bibliotecas de Vila Verde, o festival realizou-se na passada sexta-feira, 29 de maio, contando com a participação de alunos de todos os agrupamentos de escolas do concelho, da Escola Secundária de Vila Verde e do Colégio D. João de Aboim.
Sob o tema da Paz, os participantes apresentaram poemas centrados em valores como o diálogo, a tolerância, a solidariedade e a construção de uma sociedade mais justa. Ao longo da sessão foram declamados e encenados 22 poemas, interpretados por 72 crianças e jovens, perante uma plateia composta por familiares, docentes e comunidade educativa.
A qualidade das apresentações evidenciou não apenas o talento dos alunos, mas também o papel do projeto na promoção da leitura, da escrita e da oralidade no contexto escolar, reforçando a ligação entre cultura e educação.
Vencedores por ciclo de ensino
Na categoria da Educação Pré-Escolar, foram distinguidos, ex aequo, os poemas “A Paz sem Vencedor e sem Vencidos”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, e “Queremos a Paz!”, ambos interpretados por alunos de escolas básicas do concelho.
No 1.º Ciclo do Ensino Básico, venceu o poema “Quando a Paz acorda”, da autoria de alunos e professora da Escola Básica n.º 1 de Prado.
No 2.º Ciclo, o prémio foi atribuído ao poema “A Paz que o Mundo procura”, distinguido também pelo público, e ainda ao poema “Peço a Paz”, de Casimiro de Brito.
No 3.º Ciclo, destacou-se o poema “Mudam-se os tempos, não se mudam as vontades”, enquanto no Ensino Secundário foi premiado “Caminho para a Paz”, apresentado por alunos da Escola Secundária de Vila Verde.


