
O Parlamento Europeu aprovou, em sessão plenária realizada em Estrasburgo, o relatório relativo ao Fundo de Investigação para o Carvão e o Aço (RFCS), do qual Paulo Cunha, chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, foi relator pelo PPE. O texto foi aprovado com uma ampla maioria de 537 votos a favor, 17 contra e 83 abstenções.
O relatório define as novas orientações técnicas e financeiras plurianuais do fundo europeu, considerado um dos principais instrumentos de apoio à inovação industrial e à descarbonização dos setores do carvão e do aço. Entre as prioridades aprovadas estão o reforço do investimento em tecnologias limpas, o apoio à transição energética da indústria pesada europeia e a promoção de processos industriais mais sustentáveis e competitivos.
Para Paulo Cunha, “a aprovação do relatório representa um sinal político importante num momento em que a União Europeia enfrenta o desafio de conciliar ambição climática, competitividade industrial e autonomia estratégica”.
“A Europa precisa de garantir que a descarbonização fortalece a sua indústria em vez de enfraquecer a sua capacidade produtiva”, defendeu.
O programa agora aprovado prevê o prolongamento do fundo até 2034 e o reforço dos recursos financeiros disponíveis, procurando garantir maior previsibilidade para os investimentos europeus em investigação e inovação industrial. O relatório inclui igualmente uma dimensão de transição justa, direcionada para regiões e setores mais expostos aos impactos económicos da descarbonização.
O Fundo de Investigação para o Carvão e o Aço permitirá “apoiar projetos de inovação ligados à modernização e inovação industrial, à produção mais eficiente e sustentável e ao desenvolvimento de novas tecnologias para setores industriais estratégicos, contribuindo para preservar emprego qualificado e capacidade produtiva dentro da União Europeia”.
“Num contexto internacional marcado pela crescente competição tecnológica, pelas tensões geopolíticas e pela necessidade de reforçar a autonomia estratégica europeia”, Paulo Cunha considerou que “a capacidade industrial da União Europeia assume uma importância central para o futuro económico e político europeu”.
“A transição climática só será sustentável se a Europa continuar a produzir, inovar e criar emprego qualificado dentro do seu espaço económico”, sustentou.
O eurodeputado defendeu ainda que “o investimento em investigação, inovação industrial e tecnologias limpas será decisivo para garantir que a Europa mantém capacidade produtiva, liderança tecnológica e maior independência face a potências externas em setores estratégicos”.


