
O “Março Verde” vai plantar 1500 espécies autóctones no concelho da Póvoa de Lanhoso, tendo arrancado hoje com a plantação de 100 medronheiros e pinheiros-mansos.
A iniciativa é promovida pelo Município da Póvoa de Lanhoso e decorre num terreno baldio com cerca de dois hectares, cedido pela Junta de Freguesia de Covelas.
Até ao final do mês, está prevista a plantação de um total de 1500 árvores, reforçando o compromisso do concelho com a reflorestação e a sustentabilidade ambiental.
Esta ação contou com a participação ativa de alunos do Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio e de utentes da ASSIS, acompanhados por técnicos da instituição.
O vereador com o pelouro do Ambiente, Gilberto Anjos, e o presidente da Junta de Freguesia de Covelas, Filipe Sousa, marcaram presença nesta atividade que assinalou o arranque da segunda edição do “Março Verde”.
Na sua intervenção, Gilberto Anjos, destacou “a importância destas plantações no processo de reflorestação, regeneração dos solos e valorização da floresta, sublinhando que a intervenção está a ser realizada de forma planeada e tecnicamente estruturada”. “Foram respeitadas as características do meio envolvente, nomeadamente a existência de postes de alta tensão, que obrigam a um distanciamento específico entre filas de árvores. A plantação foi organizada em carreiras intercaladas, técnica que ajuda a reduzir o risco de propagação de incêndios, promovendo igualmente uma melhor gestão do espaço florestal”, referiu.
As explicações técnicas estiveram a cargo de Vanessa Barros, esclarecendo que “a escolha de espécies autóctones é fundamental para garantir maior taxa de sobrevivência, melhor adaptação ao solo e ao clima local e maior resistência a pragas e doenças”. “O planeamento inclui ainda a preparação do terreno, definição do compasso de plantação (espaçamento adequado entre árvores para permitir o seu desenvolvimento saudável), promoção da diversidade de espécies e manutenção futura, fatores essenciais para o equilíbrio do ecossistema”, acrescentou.
À semelhança do ano anterior, esta campanha de reflorestação contempla a plantação de várias espécies autóctones, entre as quais azinheiras, bétulas, carvalhos (alvarinho, cerquinho e negral), castanheiros, áceres pseudoplátanos, cerejeiras-bravas, sobreiros, medronheiros, pinheiros-bravos e pinheiros-mansos.
A diversidade de espécies “contribui para o aumento da biodiversidade, para a melhoria da qualidade do solo e para a criação de habitats naturais, tornando a floresta mais resiliente às alterações climáticas e aos incêndios”.


