
A Biblioteca Pública de Braga inaugura a 18 de fevereiro a exposição “Eu vi a luz em um país perdido”, dedicada ao poeta Camilo Pessanha, evocando o centenário do falecimento desta figura da literatura portuguesa e do simbolismo.
Patente ao público até 31 de março, a mostra percorre a vida e obra do autor de “Clepsidra”, o seu único e influente livro, sem descurar os seus estudos e traduções chinesas, as colaborações com revistas e a correspondência. No piso superior da Biblioteca, junto à sala de leitura, pode também conhecer-se referências do simbolismo literário francês, como Baudelaire e Rimbaud, e há ainda um espaço que convida a ler ou a ouvir a poesia de Pessanha.
A Biblioteca Pública de Braga vai promover outras iniciativas neste âmbito, como a conferência “Camilo Pessanha: a arte de dizer o indizível”, agendada para 23 de março, pelas 15:30. O programa desta unidade cultural da Universidade do Minho pretende valorizar o património literário e o diálogo entre a literatura e o pensamento contemporâneo.
Camilo Pessanha (1867-1926) destacou-se pela sua obra breve, mas marcante pelo tom melancólico, pela introspeção estética e pela musicalidade refinada, que inspirou vários escritores. Explorou temas como o tempo, a fugacidade e a nostalgia. Natural de Coimbra e formado em Direito, exerceu funções jurídicas e académicas e teve uma longa permanência em Macau, o que contribuiu para a dimensão cosmopolita do seu imaginário, consolidando-o como uma voz essencial na transição entre o romantismo tardio e as vanguardas poéticas do século XX. Faleceu devido ao uso excessivo de ópio e a tuberculose pulmonar.
Oferta de livros a todos os visitantes
Entretanto, a Biblioteca Pública de Braga está a oferecer um livro a todas as pessoas que a visitem, até 16 de fevereiro, celebrando o Dia Internacional da Doação de Livros, “como uma verdadeira declaração de amor à leitura”.
“Acreditamos no poder transformador dos livros, que abrem portas para novos mundos, novas ideias e infinitas possibilidades. Cada visitante pode levar consigo um dos livros ao dispor, cuidadosamente selecionados, que incluem edições publicadas pela própria biblioteca e outras obras prontas para conquistar novos leitores”, refere a diretora da BPB, Márcia Oliveira. A intenção é promover a circulação do conhecimento, incentivar a sustentabilidade e garantir que mais pessoas tenham acesso “à magia da leitura, pois um livro pode mudar um dia, uma vida e até o mundo”.


