
A CDU está a exigir obras de requalificação na Central de Camionagem de Vila Verde. O partido questionou a presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes, alertando para o “estado de degradação e abandono” daquele equipamento e que as condições têm vindo a agravar-se após o incêndio ocorrido em março de 2025.
“A situação evidencia uma ausência total de condições básicas para utentes, lojistas e trabalhadores, constituindo mesmo um risco de segurança para quem utiliza esta infraestrutura diariamente. Nos últimos tempos, chegaram à CDU diversos relatos por parte de utentes e motoristas que referem uma situação realmente insustentável. No interior do edifício, para além de estar praticamente às escuras, gelado e húmido, ainda se faz sentir o cheiro a queimado e conta com um grau de sujidade de fuligem, visível nas paredes, tectos, vidros das lojas, casas de banho e painéis de madeira. O acesso às lojas incendiadas não está vedado, podendo ser feito por qualquer pessoa, adulto ou criança. Muito nos preocupa o teto por cima da entrada das casas de banho que está estalado e em risco de ruir, com consequências imprevisíveis. Além disso, as casas de banho têm um pavimento extremamente liso e, com a humidade, torna-se altamente escorregadio tendo já se verificado quedas, particularmente de utentes idosos”, aponta a CDU.
O partido reforça que “o refeitório dos motoristas, vedado a vidro simples, sem ar condicionado e com persianas de aço, nos meses de mais calor, fica particularmente exposto ao sol, tornando impossível tomar ali qualquer refeição devido às altas temperaturas que se verificam no espaço”.
“Não há qualquer tipo de informação relativamente aos horários e percursos. Os espaços exteriores, junto dos terminais, estão igualmente entregues ao
abandono, sendo isso desde logo visível nos vasos sem plantas, transformados em depósitos de lixo, nos relógios partidos, ou ainda nas barreiras colocadas na entrada e saída, que não se encontram em funcionamento. Gravíssima é a situação do quadro elétrico da central, que permanece o quadro de obras, situado no exterior do edifício, preso com um simples arame e a escassos 80 centímetros do chão, acessível a qualquer criança”, acrescenta.
A CDU indica que “as estruturas onde se encontram as mangueiras de combate a incêndios estão destruídas e as mangueiras encontram-se em péssimo estado. “Das quatro torneiras de água disponíveis junto dos terminais, apenas uma está em funcionamento, sendo que não tem manípulo, obrigando à utilização de um alicate para abrir e fechar a água. Para além disso, as instalações da Central de Camionagem encontram-se fechadas aos sábados, domingos e feriados impossibilitando assim os motoristas e passageiros das carreiras e dos serviços de Expressos de aceder às casas de banho”, sustenta ainda.
Para a CDU, “trata-se de um problema de segurança pública, que compromete o direito à mobilidade e que exige respostas urgentes. Não é admissível que uma infraestrutura essencial, utilizada diariamente por centenas de pessoas, continue sem uma intervenção visível, comprometendo o conforto, a segurança e a imagem do município. Quase um ano volvido do incêndio, continua a não existir conhecimento público de qualquer plano concreto da Câmara Municipal para a recuperação integral da infraestrutura. Contudo, os problemas da Central de Camionagem não se iniciaram com o incêndio, este apenas veio agravar uma situação de degradação prolongada. Há vários anos que se verificam sinais evidentes de falta de manutenção e investimento”.
Assim, a CDU de Vila Verde questionou o Executivo Municipal se “considera que estão reunidas condições de segurança para o normal funcionamento da Central de Camionagem, que resposta tem o executivo preparada para resolver estes problemas aqui levantados, se estão previstas intervenções na Central de Camionagem para este ano que iniciou, e que solução provisória será dada aos utentes e trabalhadores da Central para se garantirem imediatamente as condições de segurança necessárias”.


