
A Universidade do Minho (UMinho) vai homenagear no dia 26 de novembro o compositor, pianista e pedagogo João Domingos Bomtempo (1775-1842) – figura central na modernização musical do país –, com uma mesa-redonda e um concerto em Braga, no âmbito do 250.º aniversário do seu nascimento.
Às 18:00, no salão nobre do Edifício dos Congregados da UMinho, o maestro e professor britânico Christopher Bochmann e o musicólogo César Viana vão abordar a recuperação e orquestração de obras de Bomtempo e a sua importância no contexto histórico.
Às 21:30, na vizinha Basílica dos Congregados, vai ser apresentada a orquestração da Sonata Op.9, nº 3 de Bomtempo, levada a cabo por Christopher Bochmann e a dirigir também a Orquestra do Departamento de Música da UMinho. O reportório inclui ainda obras de Sousa Carvalho (1745-ca. 1798), Jerónimo Lima (1743-1822) e Francisco Lacerda (1869-1934).
As iniciativas têm a entrada livre e são promovidas pelo Centro de Estudos Lusíadas e pelo Departamento de Música da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas, ambos da UMinho, que procuram valorizar a cultura portuguesa e levá-la à sociedade.
João Domingos Bomtempo nasceu em Lisboa e foi ativo em Paris e Londres, ganhando notoriedade pelas suas obras para piano e pela introdução do estilo sinfónico clássico em Portugal, com peças como 1ª Sinfonia e Requiem à Memória de Camões. Dirigiu a Escola de Música do Conservatório Nacional, a Sociedade Filarmónica e a Orquestra da Corte (foi professor da rainha D. Maria II), publicou obras pedagógicas e contribuiu na transição do panorama musical luso para padrões mais modernos e internacionais. Tem havido eventos e gravações esporádicos para divulgar as suas composições (concertos, sonatas, fantasias, variações, sinfonias, coros, ópera), que são ainda desconhecidas do público em geral.


