
Face à onda de calor e agravamento dos riscos de incêndios para os próximos dias, o Município de Vila Verde decidiu colocar os meios de proteção civil em alerta e prontidão de ação.
Ao longo dos próximos dias, o concelho de Vila Verde está considerado “em risco muito elevado de incêndios rurais”, pelo que os serviços municipais de Proteção Civil apelam a medidas preventivas e cuidados especiais para evitar riscos de incêndio.
Os apelos estendem-se ao uso responsável e criterioso da água potável, de forma a “evitar uma sobrecarga no sistema de abastecimento público e prevenir problemas com potenciais falhas na rede de distribuição de água para consumo humano”.
De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as temperaturas vão manter-se elevadas durante a próxima semana, num quadro em que ao tempo seco acresce ainda a ocorrência de vento.
O “risco muito elevado de incêndio” motiva o apelo para a população “respeitar um conjunto de regras e procedimentos com o objetivo de minorar os riscos”. Entre os conselhos está os “cuidados especiais em espaços florestais, com particular atenção para o uso de maquinaria para trabalhos, para além da proibição de queimas e queimadas de sobrantes de exploração”.
“Nesse período prolongado de tempo seco e temperaturas altas, os sistemas municipais de tratamento e abastecimento de água estão a funcionar normalmente e a responder aos consumos mais elevados desta época. Mas é importante evitar desperdícios, de forma a salvaguardar que se mantenha a disponibilidade de água potável para consumo humano a todos os moradores. O Município tem em curso um conjunto de investimentos para a renovação, modernização e ampliação da rede de abastecimento público de água nas bacias da Ribeira do Neiva, do Vade e do Vale do Homem. Recentemente, foi também concluída a obra de ampliação e requalificação da Estação de Tratamento de Água do rio Homem”, refere a Câmara de Vila Verde.
No entanto, o Município adverte que “é importante evitar desperdícios”. “Para precaver que haja pessoas e famílias que fiquem impedidas de aceder a água do sistema público de abastecimento, todos devem fazer um esforço cívico de recusar a utilização de água tratada para tarefas não prioritárias. O recurso à água potável tem de ser prioritariamente para o consumo humano, recomendando-se à população, assim como instituições e empresas, que cooperem ativamente no combate ao desperdício. A água da rede pública não deve ser usada para lavar viaturas, assim como passeios e outras áreas habitacionais, encher piscinas ou regar jardins – atividades em que se recomenda o recurso a água não tratada”, apela o Município.
A população deve ainda manter a atenção para “hábitos com redobrada importância, como não deixar torneiras a pingar, não manter a torneira aberta nas ações de higiene pessoal ou a lavar loiça e roupa, preferir duches rápidos em vez de banhos de imersão, entre outros gestos importantes de poupança e uso eficiente da água”.


