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Candidato do PS acusa Câmara de Vila Verde de “desleixo” com lixo espalhado pelas ruas

Autárquicas 2025.

© PS

Filipe Silva, candidato do Partido Socialista (PS) à Câmara Municipal de Vila Verde, acusou a Autarquia de “desleixo”, por “haver toneladas de lixo espalhado pelas ruas do concelho”.

O candidato afirma que “a transição do serviço de recolha de resíduos urbanos em Vila Verde foi realizada com o amadorismo e desleixo que há mais de 28 anos fustigam as nossas populações. Sem planeamento. Sem organização. Sem estratégia. E o resultado está à vista com toneladas de lixo amontoado um pouco por todo o concelho. Um perigo para a saúde das populações. Uma degradação deplorável do espaço público. Um rombo para a economia local que afasta clientes, turistas e investimentos”.

“Com os problemas de água ainda por resolver, o executivo que lidera a Câmara Municipal de Vila Verde confirmou para lá de qualquer sombra de dúvida que não consegue gerir as questões primordiais para a vida das pessoas. Confirma também a falta de cultura democrática e respeito pelos contribuintes que pagam os seus salários, mantendo um silêncio ensurdecedor sobre o assunto. Em democracia esclarecer não é um favor, é uma obrigação. Em democracia exige-se que haja uma informação prévia, colocada nos locais para depósito do lixo. Exige-se que haja um assumir de responsabilidades em todas as circunstâncias. Exige-se clareza e transparência”, acrescenta Filipe Silva.

O socialista acusa o Executivo Municipal de Vila Verde de “só vem a público em festas e inaugurações para sorrir para as fotografias. Sempre que as coisas correm mal, refugiam-se nos escritórios sob a brisa refrescante do ar condicionado. Nem uma explicação. Nem uma justificação. Nem um pedido de desculpas. Nada! E depois vem a empresa concessionária a público para se justificar.Quem tem que se justificar perante os vilaverdenses não são as empresas privadas a quem os contratos são adjudicados. São as instituições públicas que os adjudicam. Se houve algum incumprimento do contrato, cabe à Câmara aplicar as respetivas penalizações. Se não houve, cabe à Câmara vir a terreiro assumir responsabilidades e apontar soluções, em vez de se limitar a pedir às pessoas para terem paciência”.

Filipe Silva reforça que “a transição foi realizada sem qualquer preparação e sem o envolvimento direto das Juntas de Freguesia, que poderiam certamente dar um enorme contributo no processo”. “Deveria ter também sido prestado maior apoio à empresa concessionária, com acompanhamento nos primeiros trajetos com pessoas que efetivamente conheçam as nossas ruas e estradas, já que as rotas traçadas nem sempre corresponderam à realidade no terreno. A gestão interna do serviço é uma opção duplamente vantajosa. Por um lado, é mais económico para o erário público e para os contribuintes. Por outro, permite prestar um serviço de maior qualidade. No entanto, implica trabalho de quem gere. Recorde-se que o Partido Socialista votou contra a realização de um contrato de dez anos para a recolha de resíduos urbanos, considerando-o no mínimo precipitado. O período é demasiado extenso numa área em que se prevê grandes mudanças a curto prazo”, ressalva.

O candidato vai mais longe ao dizer que “não há incentivos à separação de resíduos. Não há fiscalização. Não há evolução. Na realidade, a política de gestão de resíduos urbanos não é boa, mas também não é má. É total e absolutamente inexistente. Resume-se a empurrar com a barriga e encontrar soluções de emergência. Quando isso não funciona, arranja um bode expiatório. Uma triste e lamentável realidade que se perpetua há quase trinta anos”.

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